Ser mãe

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Primeiramente, Feliz dia das mães! (Um pouco atrasado, mas acredito que esse dia se realiza 365 dias por ano)
Em virtude da comemoração pelo dia das mães escrevi um texto para vocês, mães, pessoas tão importantes no desenvolvimento dos pequenos. A maternidade é um mundo único, onde não há receita de bolo, repleto de incertezas e dúvidas, mas que, para algumas mulheres é algo muito desejado, sonhado, esperado… Há mães que abrem mão de muitos outros sonhos em virtude dos filhos, há outras que conciliam vários papéis junto a maternidade…
Existem vários tipos de mães desde a mais permissiva até a mais autoritária. O mais importante é a mãe estar bem estruturada psicologicamente para poder contribuir ao saudável desenvolvimento psicológico de seus filhos.
A mãe desejável é a mãe cuidadora, atenta e presente às necessidades do filho, que protege e ajuda o filho no seu desenvolvimento.
A mãe ideal não existe, existe a “mãe possível”, cada uma na sua individualidade. A mãe não precisa ser perfeita, precisa ser equilibrada para cuidar, proteger, ajudar, educar, consolar, apoiar, dar amor e prover às necessidades e ao mesmo tempo dar espaço ao crescimento saudável e a independência do filho.
Ser uma mãe atenta e dedicada significa também poder conviver harmoniosamente com o fato de também ser mulher e cuidar de si, para que possa investir na felicidade de seu filho e na sua.
Ser mãe é uma experiência única, possibilita muito crescimento e aprendizado e, junto com os desafios que a maternidade traz, surgem novos caminhos, novas possibilidades, surge um novo olhar para o mundo.
Quando se corta o cordão umbilical e a mãe recebe o filho nos braços pela primeira vez, é o coração que acolhe e aconchega, ela se compromete a fazer o que for preciso para o faze-lo feliz e transformá-lo em uma pessoa realizada, promete amar, proteger, cuidar, em silêncio a mãe toca todas as partes do corpo do seu filho como se tivesse procurando o manual de instrução. Descobre, logo em seguida, que filho não vem com manual e que em nenhum livro ensina ser mãe, cada filho é único e traz consigo suas necessidades individualizadas, não existe uma receita para ser a melhor mãe, cada mulher constrói a sua maneira e essa descoberta se estende pela vida toda.
Contudo ser mãe também representa solidão, pois é um momento único, onde ela se sente totalmente perdida com o filho nos braços, aquele ser tão pequeno, tão dependente.
Com um turbilhão de emoções à flor da pele, tudo ao redor continua como antes e só a mulher que se transformou. Por vezes isso representa solidão. Diante do seu novo olhar para o mundo não são poucas as vezes em que ela é incompreendida. Para piorar, muitas vezes a mãe também não entende o que está acontecendo com ela, sente vontade de correr, de gritar, se sente insegura, sente medo de tudo, de fracassar, de não ser a melhor, medo do desconhecido. Uma mistura desses sentimentos e uma onda de energia que provoca em seu interior a necessidade de buscar se realizar como mãe.
Ser mãe é ter o coração batendo fora do peito, ser mãe é não ter tempo para tomar um banho demorado, para comer, para dormir, é chorar e sorrir, é se desconstruir, é descobrir felicidades nas pequenas coisas, é esquecer de si mesma por desejar e vibrar com cada conquista do filho e nessa busca, descobre que mãe perfeita não existe, nem o certo ou errado. O que existe é uma criança que carece de cuidado, amor e limite e que a própria criança dá pistas de como lidar com ela. Ser mãe é ensinar pelo saber, pelo exemplo e pelo amor incondicional, que nada espera em troca. Amor este que até descobrir a gravidez não fazia ideia que existisse.
E pra você, o que é ser mãe?

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Autoestima Infantil

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Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Hoje vamos conversar sobre um tema muito importante, que deve ser trabalhado com a criança desde muito pequena.
Muitas vezes recebo crianças no consultório com queixa de timidez e quando vou averiguar mais profundamente, com entrevistas com pais, observação da criança em sua forma de brincar e fazer atividades ludoterapêuticas, percebo que aquela timidez muitas vezes é insegurança e baixa autoestima.
Vocês, como pais, são a primeira referência dos pequenos e têm um papel fundamental no processo de construção e potencialização da autoconfiança e da autoestima dos seus filhos.
São esses primeiros vínculos que irão ser a base da formação da personalidade desse futuro adolescente e adulto. Através do modo de falar, dos gestos e das atitudes, vocês auxiliam de forma importante e essencial a construção da autoestima da criança.
Primeiramente, vale reforçar que confiança do pequeno, desde cedo, fortalece sua segurança, capacidade de realização e a efetiva habilidade de lidar, de maneira assertiva com os desafios da vida adulta.
A capacidade de valorizar a si mesmo é um processo que deve começar a ser construído desde muito cedo — e ao longo da vida.
A autoestima também pode ser definida como um sentimento de capacidade, combinado com sentimentos de sentir-se amado. Uma criança que fica feliz com uma conquista, mas não se sente amada pode, eventualmente, experimentar baixa autoestima. Da mesma forma, uma criança que se sente amada, mas está insegura sobre as suas próprias capacidades, pode também conduzi-la a uma baixa autoestima. A autoestima saudável de uma criança desenvolve-se quando o equilíbrio é atingido.
Aprender a caminhar depois de dezenas de tentativas frustradas ensina um bebê a ter uma atitude de “consigo fazer”. O conceito de persistência para alcançar o sucesso começa cedo. As crianças tentam, falham, tentam de novo, falham de novo, e então finalmente obtêm sucesso, desenvolvendo uma ideia segura acerca das suas próprias capacidades. Ao mesmo tempo, vão criando um autoconceito baseado em interações com as outras pessoas.
É por isso que o envolvimento de vocês, papai e mamãe, é fundamental para ajudar as crianças a construírem autopercepções saudáveis. Assim, deixarei aqui algumas formas de auxiliar o processo da autoestima com os pequenos:
• Cuidado com as críticas, elas podem reforçar sentimentos de incapacidade e inferioridade na criança;
• Estabeleça uma comunicação de forma mais positiva. Suas palavras são extremamente importantes, escolha as que estimulam e valorizam a segurança do seu filho. Um bom exemplo, é substituir expressões como “você nunca aprende”, por “sei o quanto você é capaz, acredito em você”;
• Evite os rótulos. Aquilo que você fala para o seu filho torna-se verdade para ele. Então, se você diz que ele é “bagunceiro”, “desobediente”, “terrível”, é assim que ele vai ser, agora, se você se refere a essas atitudes focando no seu comportamento a chance da criança mudar de atitude é maior;
• Enalteça as competências da criança e não suas dificuldades. Demonstre compreensão e apoio quando a criança estiver diante de algum desafio.
Por fim, demonstre sempre amor pelo seu pequeno. É dessa forma que ele sentirá segurança e confiança para enfrentar os desafios que virão.
Espero que tenha gostado do texto desse mês.
Deixe para mim nos comentários, dúvidas e sugestões de temas para os próximos textos.
Um abraço e até mês que vem!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Brincando com as emoções

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Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Esse título é o nome da Oficina das Emoções, que eu faço periodicamente aqui em Belo Horizonte, cidade onde eu moro. Esse projeto é o meu xodó! Nesse momento consigo unir duas temáticas muito importantes para o desenvolvimento infantil, e é sobre isso que vamos conversar hoje.
O brincar é um meio natural da criança se expressar e também mostrar seus sentimentos e fantasias, é uma das atividades mais importantes no desenvolvimento da criança. Crianças que brincam demonstram ter saúde emocional e, ao brincarem, desenvolvem a capacidade de criatividade, para controlar impulsos, de expressão de desejos ou de seus medos. Isso ocorre tanto no nível consciente como inconsciente, de acordo com cada faixa etária.
As crianças estão sempre brincando, é através da brincadeira que elas se comunicam. A atividade lúdica está presente enquanto comem, enquanto realizam atividades de higiene e o quanto relutam em parar de brincar para realizar estas atividades ou até mesmo para dormir. Eu acredito que muitos de vocês ao dar papinha para seus pequenos já fizeram o famoso “aviãozinho”; ou quando as crianças estão na fase do desfralde, já deram tchau para o cocô, e até mesmo já se depararam com a situação de querer “tirar a bateria dos pequenos” ao final do dia. O mundo lúdico é o elo entre a realidade interna da criança e a realidade externa, compartilhada com outras pessoas.
Alegria, raiva, medo, tristeza e nojo. Todas essas emoções fazem parte da nossa vida, algumas se sobressaem mais do que outras, algumas são mais fáceis de identificar, outras menos, mas o fato é que identificar o que sentimos nos ajuda a lidar melhor com determinadas situações. Você já parou para pensar no por que seu filho às vezes chora desconsolado? Por que ri? Por que rejeita determinados alimentos? As emoções estão trabalhando em todas essas situações, e é importante que os pequenos aprendam a utilizá-las.
Todas as emoções são importantes e exercem um papel fundamental na vida das crianças, as principais são: medo, nojo, raiva, tristeza e alegria. O medo faz com que a criança tenha desafios e lute para superá-los, mas também pode lhe bloquear e até mesmo conduzir ao pânico, é o máximo nível de alerta do nosso corpo, portanto, é importante ensinar as crianças a utilizar o medo para crescer; o nojo ajuda a escolher, a aprender a dizer não, ajuda a criança a formar sua personalidade; a raiva é a menos preparada das emoções, quando se deixa levar não existe raciocínio, mas isso será necessário, de certa forma a raiva é uma arma de defesa, e é justamente nesse momento que a raiva gera um mecanismo para pensar em como se defender diante de tudo o que lhe provoca chateação.
Já a tristeza com frequência nos faz refletir e aprofundar nos nossos sentimentos, sem a tristeza não poderia existir a alegria, mas tenha cuidado: essa emoção também pode levar a criança a perder a esperança e levá-la à depressão, após um momento de tristeza é importante que a alegria volte a aparecer; a alegria é o motor que move a vida da criança, ela não está presente em tempo integral pois necessita das outras emoções para continuar seu caminho.
Agora que você já sabe como as emoções e o brincar são importantes para o desenvolvimento dos pequenos ajude-os a identifica-las e lidar melhor com elas, através de recursos lúdicos. Aqui, no próprio site da BBDU, você encontra muitas possibilidades para trabalhar as emoções com as crianças. Sente-se com seu filho, fale com ele. Tente explicar-lhe o que está sentindo. Está chateado? Sentiu raiva? Por quê? Faça com que ele responda a todas essas perguntas e, sobretudo, faça com que entenda que nenhuma dessas emoções são ruins. Todas, absolutamente todas, são necessárias.
A criança tem uma capacidade de compreensão muito mais aguçada do que se pode imaginar e, em sua linguagem, devemos estar prontos para o diálogo. Uma criança emocionalmente bem desenvolvida torna-se um adulto mais capaz de enfrentar e solucionar suas dificuldades. Tenha sempre em mente que as crianças têm muito o que ensinar!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

 

Adaptação Escolar

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Costumo dizer que a adaptação escolar é um processo onde os pais e as crianças são afetados. No caso dos pais, não é fácil deixar o filho na escola pela primeira vez sozinho, essa escolha vem embutida de uma angústia e dúvida sobre a melhor escolha para o seu pequeno; no caso das crianças, principalmente as menores – que estão indo à escola pela primeira vez – há um medo do abandono, de que os pais não voltarão, e o medo do desconhecido, de estar em um ambiente novo, onde enfrentarão muitos desafios.
Trataremos aqui sobre duas situações que envolvem este processo: a primeira diz respeito à entrada da criança na vida escolar; a segunda é sobre uma possível mudança de escola. Há um ponto em comum nessas duas situações: a segurança dos pais.
Papais, entendam, independente da escolha que vocês fizerem, se vocês estão seguros, o filho de vocês também estará!
Essa segurança diz respeito, inclusive, ao momento de colocar a criança na escola. A entrada do filho na escola deve ser uma escolha dos pais, seja por uma necessidade familiar, ou para o próprio desenvolvimento da criança. Analise os motivos dessa escolha, não matricule seu filho na escola porque os priminhos da mesma idade dele já estão indo, ou por alguma “imposição da sociedade”.
Primeiramente, quem deve se adaptar a escola, são os pais, que devem estabelecer um vínculo de confiança e segurança com aquela instituição. É importante conhecer a escola, a equipe pedagógica, o método de ensino e observar o espaço físico para tomar uma decisão mais assertiva. Se ainda estiver com dúvidas, talvez seja melhor adiar um pouco esse momento.
A adaptação da criança acontece de diferentes formas, conforme a idade. Vou citar algumas aqui:
Bebês: O processo de adaptação nessa faixa etária deve ser tão cuidadoso como com crianças maiores, isso porque os bebês percebem e sentem tudo o que acontece ao seu redor, e podem reagir de diversas maneiras. Há bebês que apresentam perda de apetite ou mudanças de hábitos de sono, por exemplo. Nesse caso é interessante os pais ficarem com a criança na escola até perceber que o filho estabeleceu contato com algum adulto.
De 2 a 4 anos: Nessa fase a maior questão é a do abandono, isso porque a criança ainda não entende que os pais voltarão para buscá-la. Nesse caso, vale iniciar a adaptação um pouco antes do início das aulas, levar a criança para conhecer a escola, contar exatamente o que vai acontecer no período escolar, isso vai trazer a ela segurança. As crianças nessa idade podem ficar um tempo menor na escola, isso vai ajudá-la a entender que terá uma volta para casa. É importante também que os pais não atrasem quando forem buscar o filho.
Acima de 4 anos: Crianças com mais de 4 anos, geralmente, já entendem o que é escola e muitas vezes já desejam iniciar o processo da vida escolar. Ainda assim é válida uma conversa com a criança sobre o assunto, e leva-la para conhecer o ambiente onde ela irá estudar.
Outra questão importante é sobre a mudança de escola. Como eu disse, no início do texto, essa situação também pede segurança, por parte dos pais, e confiança para entender os motivos dessa mudança ou qual é o melhor momento para fazê-lo. Nesse caso, a visita ao colégio – junto com a criança – também é válida.
Também é importante observar a filosofia da escola; se a criança se dava bem no colégio antigo, talvez seja melhor colocá-lo em alguma escola que tenha uma metodologia parecida com a anterior. Se a mudança veio justamente porque ele não estava se desenvolvendo da maneira esperada, é importante observar cada ponto com cuidado, para saber o que é necessário mudar.
E lembre-se, a escola é uma parceira dos pais. Então, não tenha pressa com a escolha, e procure escolas que dialoguem com seus valores e com aquilo que você considera importante para o seu filho aprender.
E, aí, gostaram do texto?
Depois me contem como está sendo a adaptação na casa de vocês!
Um abraço, e até mês que vem!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

A Importância dos múltiplos relacionamentos na vida da criança

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Hoje eu queria falar como os múltiplos relacionamentos na vida de uma criança podem ser benéficos e devem ser estimulados. Não só em seus grupos de amigos, mas também com seus cuidadores. Infelizmente na sociedade atual os núcleos familiares estão cada vez menores e com a insegurança de nosso país, crianças são cada vez menos expostas a múltiplos relacionamentos. Continue reading

Organizar também é economizar!

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Você já parou para pensar que ser desorganizado pode custar caro?
Quando não nos organizamos para fazer as comprar do mês por exemplo, vamos ao supermercado muito mais vezes e além da gasolina a mais, a cada ida sempre acabamos pegando mais uma coisinha. Manter a organização na cozinha e na dispensa também nos ajuda a saber o que temos e o que falta, não ocorre de comprar algo e depois encontrar escondido. Continue reading

O Brócolis e as Emoções

Menina-Segurando-BrocolisQuando viramos mães, passamos a nos preocupar muito mais com a alimentação, não é?
Umas mais, outras menos, mas de alguma forma começamos a prestar mais atenção nisso. Sabemos que uma alimentação saudável previne uma série de doenças, certo?
Todo mundo sabe que comer salada é saudável, não é?
E porque não temos esta preocupação em deixar nossos filhos emocionalmente mais fortes? Continue reading

Livro Infantil: Tem monstro aqui em casa

tem-mosntro-aqui-em-casaEsta é a história de Caio. Ele acorda no meio da noite e ouve barulhos estranhos, gritos e vozes vindo da cozinha, e isso deixava ele com muito medo, imaginando que teriam monstros em sua casa.
Durante várias noites isso se repete e ele resolve perguntar para o pai se monstros existem. O pai afirma que não, que isso era bobagem da cabeça dele. Então, uma noite o menino se enche de coragem e vai até a cozinha e descobre que as vozes que ouvia eram seus pais brigando. Continue reading

Livro Infantil: Lidando com Problemas e escolhas com Luca, o tamanduá.

lidandocomproblemaseescolhasLidando com Problemas e escolhas com Luca, o tamanduá é mais uma história da coleção Habilidades para Vida da Editora Sinopsys.
Quando os problemas considerados significativos não são resolvidos eles podem se tornar estressores e virem acompanhados de diversos prejuízos para vida das crianças, por isso o desenvolvimento da habilidade de resolução de problemas é tão importante. Continue reading