3 dicas para lidar com a ansiedade

Tá chegando? Vai demorar? Tá na hora? Enquanto cresce, a criança experimenta situações novas o tempo inteiro. Isso é mais do que suficiente para ela criar muita expectativa, às vezes até demais. Como ajudar a criança a lidar com a ansiedade?

Veja 3 dicas que podem ajudar seu filho a lidar com a ansiedade:

1. Brincar de relaxar
Quando a ansiedade parece estar demais, o relaxamento pode ser o melhor caminho. Portanto, ensinar a criança um técnica simples de respiração ajuda bastante a lidar com a ansiedade. Peça para ela respirar fundo por alguns instantes, pensando em coisas boas ou em algum lugar que traga tranquilidade (pode ser a praia, um passeio, etc). Essa técnica ajuda a reverter sensações desconfortáveis e a acalmar a mente.

2. Treinamentos
Se a criança tem medo de elevador, não precisa pegar escada com ela. Segurar a mão dela e manter tranquilamente o trajeto até o andar certo pode funcionar. Assim, fica a mensagem: se sentir ansioso é normal, mas não é preciso evitar algo por conta disso. Sem confrontar, sem evitar, e respeitando o tempo de cada criança, reduz-se as chances da ansiedade ir além do normal e causar alguma fobia.

3. Conversa
A melhor maneira de ajudar o seu filho é reconhecer o que está acontecendo. Falar sobre seus sintomas e sobre situações que os causam pode ser um bom começo. Da mesma forma, explicar a importância e a função da ansiedade também ajuda. Outro jeito de abrir espaço para esse diálogo é falar sobre suas próprias preocupações e como você foi capaz de superá-las. Acima de tudo, é sempre importante escutar o que seu filho tem a dizer.

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Normalizando Comportamentos

20 PASSOS PARA O BOM DIVÓRCIO – PASSO 10: NORMALIZANDO COMPORTAMENTOS

By Manual da Separação

Uma certeza: o que está passando na sua vida (fatos e sentimentos) acontece com todo mundo no processo de separação. Não somos únicos. As dores são parecidas, os medos e incertezas também. Ouvir chantagens emocionais e frases impactantes: “nunca mais serás feliz”, serás culpado(a) por tudo que acontecer com eles”, “vais te arrepender de tudo isso”, faz parte. Ficar de buscar os filhos e não aparecer, não cumprir pequenas combinações, tudo isso é dificuldade e dor. Por isso, os relatos são muito semelhantes apesar de personagens distintos. Na dor, acabamos repetindo comportamentos. E sabe o que é bom ao sabermos disso? Sentir que não estamos sozinhos nesta crise e que não somos vítimas exclusivas do sistema.

A saída é usarmos do velho e conhecido filtro adulto: engolir respostas, conter a raiva e entender que é a dor do outro que está falando através destes comportamentos. Dificultar acordos, alimentar conflitos, fazer uso de chantagem emocional, uso dos filhos (mandar fotos com a intenção de causar dor: tem certeza que vais fazer isso com eles?). Culpar constantemente o outro por qualquer coisa que surgir. Febre? “Culpa tua que quis assim”. O uso do filtro nos recoloca no foco: proteger nossos filhos e ter neles a nossa razão.

Este é um período que o vínculo conjugal ainda é muito forte. Rompê-lo é necessário para conseguirmos avançar. Para sabermos diferenciar o que é dor de casal, dor da gente ou dor de filhos. Mais adiante, vínculo rompido, permaneceremos apenas com a parentalidade que, se bem conduzida, trará mais saúde para toda a família.

Portanto, alimentar o conflito não traz vencedores. Investir em dores prolongadas, em brigas judiciais é desnecessário, principalmente, para a saúde emocional dos nossos filhos. Fazer diferente é tentar proteger os envolvidos de uma dor mais severa. Isto é a maior prova de amor e de investimento na felicidade. Por que esta, mais cedo ou mais tarde, voltará a se manifestar.

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Ignorando Opiniões Alheias

20 PASSOS PARA O BOM DIVÓRCIO – PASSO 9: IGNORANDO OPINIÕES ALHEIAS

By Manual da Separação

A separação tem efeitos além de nós mesmos. Ela atinge em larga escala, provoca incômodos, medos e as vezes até inveja em quem gostaria de mudar sua vida e não consegue. E nesta “dor” que não é nossa, surgem várias versões da nossa própria história, por vezes até meios cruéis, inventadas ou idealizadas.

Vamos pensar juntos: estamos mais sensíveis, fragilizados, num momento entre passado (com lembranças que nos visitam e machucam) e presente instável, com medos e inseguranças de como será que tudo vais ser dali pra frente. Neste quadro, tudo que chega acaba nos tocando mais profundamente. Ao ouvirmos a preocupação de alguém com a nossa dor, nosso futuro (muitos relatos destes na figura dos nossos pais), que querendo ajudar e nos proteger, resistem ao novo, colocam as suas preocupações acima das nossas e acabam algumas vezes, aumentando nossa própria dor. Ou amigos que tocados por um fim próximo a eles, despertos num medo íntimo de “podia ser lá em casa”, resistem também com conselhos de todos os tipos. Também nos deparamos com resquícios de preconceitos frente a esta nova configuração familiar que foge dos padrões do “viveram felizes para sempre”. A grande questão, a nossa tábua de salvação para estes olhares, opiniões e invasões é lembrar que a história é só nossa. Somente quem viveu aquela relação, aquele fim de casamento pode realmente saber o que de verdadeiro se passou. Nós, protagonistas da nossa vida, nesse momento precisamos de colo, de frases que nos lembrem que não estamos sozinhos e que tudo que nos possibilita ser mais inteiros, mais felizes, está valendo.

Ignorar pessoas que alimentem o fundo do poço, se afastar de quem, por razoes próprias, não está conseguindo nos acompanhar, que não se dão conta que estamos inseridos num contexto amplo familiar, comprometidas com o nosso sistema, com filhos que sofrem consequências diretas do nosso sentir.

 Em contrapartida, uma feliz revelação: assim como nos decepcionamos com autores da nossa história de forma distorcida (porque tem gente que adora inventar, aumentar e botar lenha na fogueira), também ganhamos muito com a confirmação de anjinhos que temos por ai. Amigos que se mostram mais ainda e que chegam a virar parte da família. Amigos novos que surgem com um oferecer de mão, numa hora que afeto é tão bem vindo. Costumo brincar que algumas pessoas saem de cena para que outras, que nos acompanharão a partir dali, entrem com tudo em  nossas vidas. Pessoas que surgem para nos compor numa nova formatação.

E como devemos agir: assumindo verdadeiramente o que estamos sentindo.  “Eu não estou bem no momento; as coisas estão difíceis; tenho altos e baixos”. Porque saudavelmente é o que se espera num hora assim. Assumir a dor, vivenciar, falar, compartilhar, se recolher, quando preciso, faz parte do processo de cura. Ninguém sai de um casamento soltando fogos de artifício. Quem sai fora do tom, compromete uma chance de aproveitar deste ensinamento da vida e crescer com ele. Atropelando etapas, nem que seja para projetar em redes a sua “felicidade” meteórica, no mínimo, ignora a sua dor (que sempre existe, nem que seja pelo fim de um projeto), impede o crescer evolutivo a partir desta crise, acaba repetindo padrões e fazendo escolhas equivocadas que se materializarão na repetição de erros.

Respeitar a hora da dor também é se separar bem. E dar de ombros para o que os outros dizem, também.

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CONTANDO AOS FILHOS

By Manual da Separação

20 Passos para o Bom Divórcio – Passo 6: Contando aos filhos

Esta passo traz uma dose alta de culpa, de frustração, de sensação de incompetência. Que pais nós somos que estamos decidindo por esta ruptura? Que pais nós somos por não termos conseguido? Como lidar com uma dor assim?

Este é um momento que a ajuda de terapeutas pode vir para dar um bom suporte. As terapias de casal não existem apenas para retomadas de casamentos: servem também para auxiliar no fortalecimento de um fim. O manual foi construído através de muito trabalho multidisciplinar, assim como o Núcleo, nesta composição de terapeutas e advogados.

Assim, com este embasamento técnico e também no uso da experiência de acompanhar famílias em transformação, separamos algumas dicas, fundamentais para serem usadas neste momento de contar aos filhos uma decisão tão nossa e que nos é tão cara. São elas:

–  Apenas contar quando a decisão já estiver tomada, com as certezas cabíveis para o momento;

– Contar no máximo de sintonia possível com o outro. Uso de uma linguagem próxima, com combinações prévias feitas entre os pais, entregue em conjunto podendo assim, precocemente, sinalizar para eles a continuidade de uma boa parentalidade;

– Criar um espaço de diálogo, de acolhimento, onde a criança possa fazer perguntas, expressar as suas dores e dúvidas. E aqui vale lembrar que nem todos reagem da mesma forma: uns podem chorar, outros ignoram e muitos vão demonstrando aos poucos o seu sentir;

– Fazer uso de uma verdade possível, aquela que passa pelo filtro adulto e que protege em doses certas. Nem tudo precisa chegar neles;

– Isentar os filhos de qualquer culpa. Deixar claro que eles não têm nenhuma responsabilidade nesta decisão, que o fim (ou transformação) se deu na esfera de sentimentos entre os pais;

– Afirmar de forma explícita que amor de mãe e de pai por filhos não termina nunca. Que mesmo que a relação do casal tenha chegado ao fim, a deles com os pais é inabalável; esta certeza deste amor traz conforto e segurança, tudo que eles precisam para o momento;

– Criar uma espécie de rede de proteção: avisar a escola, os professores, avós, todos que forem próximos a eles, para que ao colocar para fora dores, medos e dúvidas, estejam sempre acolhidos amorosamente;

Dói, viu? Mas as crianças respondem muito mais rapidamente do que nós. Elas se reorganizam e nos sinalizam com melhoras antes do que poderíamos imaginar. Falar com a verdade do coração, isentos de culpa – porque não estamos fazendo nada de errado – aciona uma linguagem que elas dominam. E se a gente chorar na frente deles e não conseguir? Não tem problema algum, estaremos sendo de verdade. E a verdade é muito menos nociva do que a simulação. Seguimos (juntos) este caminhar.

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