Como ajudar seu filho a superar a timidez?

É normal que algumas crianças se sintam desconfortáveis em situações novas ou que as coloquem como centro das atenções. A timidez ,em muitos casos, é apenas mais uma característica da personalidade de uma pessoa. Ou seja, ela só é um problema quando é excessiva e prejudica o desenvolvimento ou a capacidade de estabelecer relações sociais.

Se seu filho tem muita dificuldade em fazer amigos ou medo de tirar dúvidas em sala de aula, isso pode impedir que ele consiga brincar ou falar com outras crianças, interferir na capacidade de aprendizado e até causar sofrimento. Mas você pode ajudá-lo. Seguem aqui algumas dicas para ajudar seu filho a superar a timidez:

• Ajude a criança a conhecer seus sentimentos e falar sobre eles no dia a dia

• Incentive a criança a falar sobre suas experiências na escola e em outros ambientes sociais, demostrando interesse

• Elogie sempre que seu filho conseguir ir a algum lugar novo e interagir com outras crianças. Não critique se ele ficar com medo.

• Converse sobre as situações que podem deixá-lo mais tímido e pensem juntos em formas de enfrentar a situação.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU, a loja física da BBDU que foi inaugurada em Porto Alegre. Venha conhecer!
📍 Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

Dislexia: sintomas e tratamento

A dislexia é um transtorno de origem neurobiológica caracterizada pela dificuldade de leitura e escrita. De acordo com a International Dyslexia Association (IDA), essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. A dislexia está presente entre 5% e 17% da população mundial.

Sintomas da dislexia na primeira Infância

•             Dispersão

•             Falta de atenção

•             Atraso da fala e linguagem

•             Dificuldade em aprender rimas e canções

•             Atraso na coordenação motora

Sintomas na idade escolar

•             Dificuldade na aquisição e automatização da leitura e escrita

•             Desatenção

•             Dispersão

•             Dificuldade em copiar de livros e lousa

•             Desorganização geral (dificuldade em manusear mapas, dicionários)

•             Dificuldade em ler em voz alta e compreender aquilo que foi lido

•             Baixa auto estima.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico e tratamento é sempre feito por uma equipe multidisciplinar, que envolve profissionais de:

•             Neurologia

•             Neuropsicologia

•             Fonoaudiologia

•             Psicopedagogia.

O tratamento visa a superação das dificuldades apresentadas, estimulando o desenvolvimento das habilidades necessárias para um aprendizado efetivo, bem como orientação da família e escola.

Psicoterapia

É importante procurar a psicoterapia quando a criança apresenta consequências emocionais devido ao transtorno, como baixa auto estima, desmotivação para os estudos ou resistência a ir à escola.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU, a loja física da BBDU em Porto Alegre. Venha conhecer!  Endereço: Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

O Brincar como linguagem da criança

Quando se pensa no universo infantil, brincar é coisa séria. É por meio de jogos, fantasias e, sobretudo, da criatividade que as crianças se relacionam entre si e com o mundo. Além do caráter lúdico, essas atividades estimulam o divertimento e o aprendizado dos pequenos.


             A criança e o brincar são contextos indissociáveis, o brincar é tão essencial à criança quanto o trabalho é para os adultos. Não se pode pensar na ideia de ter uma criança sem dar-lhe tempo e propiciar-lhe momentos de ser e de se sentir criança. A criança que não brinca não aprende, não tem interesse, não tem entusiasmo, não demonstra sensibilidade e não desenvolve afetividade. Daí a necessidade de compreender o brincar como uma linguagem infantil, uma maneira que as crianças pequenas utilizam para falar não convencionalmente, mas para se expressar e demonstrar seus sentimentos, suas vontades, suas inquietudes.

Ao brincar, a criança expressa suas emoções, expõe suas habilidades e dificuldades, e mostra aos adultos suas conquistas; mostrando a apropriação de uma linguagem diferente, característica do desenvolvimento infantil. 
Ao brincar de carrinho, por exemplo, a criança assimila fatos que ela vê e observa na vida cotidiana; além de repetir o que vê o adulto fazendo, ela incorpora e repete na brincadeira. Se ela brinca com o carrinho de forma agressiva, batendo em objetos, fazendo o carrinho capotar, ela simplesmente está tentando se comunicar, repetindo com seus brinquedos cenas da vida doméstica e comportamentos dos adultos, utilizando-se desta linguagem para dizer que “foi isso que ela aprendeu”, daí a necessidade mediadora nas múltiplas ações do brincar e atenção ao exemplo. 

É brincando que a criança aprende, e observando que ela incorpora, é através de brincadeiras que a criança expande seu mundo e amplia seus conhecimentos.

As transformações sociais, políticas e econômicas que têm ocorrido em nossa sociedade e as mudanças tecnológicas contribuem para a diminuição dos espaços públicos de lazer, além disso a crescente insegurança impede o brincar nas calçadas, praças e parques. Hoje, a televisão, o computador e os jogos eletrônicos estão cada vez mais presentes no cotidiano de grande parte das crianças. Ou seja, as mudanças na sociedade transformaram significativamente a maneira de brincar.

A brincadeira é uma rica fonte de estímulos ao desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança e também contribui para o seu processo de socialização e auto expressão. O brincar, além de ser um facilitador do desenvolvimento infantil, é a forma que a criança possui para se comunicar com o mundo, expressar seus sentimentos, conviver com as diferentes emoções, conhecer seu próprio corpo.

Por meio da brincadeira, as crianças ampliam seus conhecimentos sobre si mesmas e sobre o mundo que as cerca. Nesses momentos lúdicos, elas criam situações imaginárias que surgem a partir dos conhecimentos de mundo que já possuem, antecipam vivências, imitam os adultos.

A ideia, difundida popularmente, de que o ato de brincar é um simples passatempo, sem funções mais importantes que a de entreter a criança em atividades divertidas, não leva em consideração que a brincadeira é capaz de oferecer às crianças uma ampla estrutura básica para mudanças das necessidades e tomada de consciência, como: ações no campo imaginativo, formação de planos da vida real, e oportunidade de interação com o outro, que, sem dúvida, contribuirão para o desenvolvimento da criança.

É brincando que as crianças se desenvolvem de forma completa, integrando seus corpos, gestos, movimentos, suas linguagens (verbais e não verbais), suas atitudes e comportamentos, suas emoções, sua cognição, sua sociabilidade, seus valores e suas criatividades.

Portanto, oferecer oportunidades de as crianças terem contato com a natureza, com espaços variados, com diversos materiais e repertórios lúdicos, ou de construírem seus próprios brinquedos, é uma forma de contribuir para sua saúde e integridade mental, física e emocional: são processos, vivências e aprendizados permanentes.

E o mais importante, além de incentivar o brincar, brinque com seu filho. Tire um tempo do seu dia e se dedique a isso, fará total diferença no desenvolvimento dele e na relação de vocês. Aproveite esse mês de férias e façam atividades diferentes, piqueniques no parque, andar de bicicleta, criar brinquedos, inventar brincadeiras… A presença dos pais na brincadeira dos pequenos é muito significativa.

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Os benefícios da rotina

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Hoje vamos falar sobre um assunto que vocês devem adotar desde que o filho de vocês nasça, mas se isso não aconteceu, tudo bem. Ela pode ser implementada em qualquer fase da vida, porém quanto mais cedo, melhor. Escolher e estabelecer uma rotina é importante e necessário para o desenvolvimento da independência e autonomia infantil.
A rotina colabora para que a criança cresça confiante e independente. Saber o que vai acontecer durante o dia e a repetição destes acontecimentos cria um ambiente saudável, fazendo com que os pequenos se sintam confortáveis e seguros.
Para os pequenos, é muito importante saber o que vai acontecer durante seu dia, isso proporciona uma sensação de segurança e faz com que eles se sintam menos ansiosos. Com o passar do tempo, devido a rotina, pode ser que eles comecem a desenvolver algumas manias, como dormir com o mesmo bichinho de pelúcia ou comer no mesmo prato. Essa é a maneira que eles têm de se sentirem no controle, num mundo que ainda é estranho para eles.
É importante ressaltar que a rotina não é para ser algo engessado e limitante, mas sim para dar um norte para a criança e facilitar a sua vida. Além disso, a rotina auxilia na construção de uma relação familiar mais harmônica e saudável.
Você, papai e mamãe, pode se beneficiar muito com a rotina dos pequenos, já que, por eles se sentirem seguros, tendem a aceitar melhor os momentos de despedida. Por exemplo, quando você sai para trabalhar ou quando dá a hora de voltar do parquinho, eles aceitam com mais facilidade, pois sabem que vão voltar. Assim, desde cedo os pequenos vão assimilando os horários e regras do dia a dia. Quando maiores, tornam-se crianças e adolescentes com maior senso de responsabilidade e organização, conseguindo estabelecer horários de estudos e obrigações, como ajudar a família nas atividades da casa.
Além disso, ter horários estabelecidos para as refeições, sonecas, banho e brincadeiras, faz com que a família toda possa se organizar melhor e tenha mais tempo para aproveitar os momentos juntos.
É preciso também saber a hora de ser flexível para que a rotina não se torne algo imposto e negativo. Por exemplo, nos finais de semana é liberado dormir umas horinhas a mais ou almoçar mais tarde. O importante é estabelecer horários e criar hábitos saudáveis que tornem o ambiente mais organizado e confortável para todos.
Mas, como criar uma rotina? É fundamental levar em consideração as singularidades dos pequenos, ao planejar o cotidiano deles. Algumas crianças conseguem sair da aula e ir direto para um curso de inglês ou natação, por exemplo, já outras precisam de intervalos entre suas atividades.
Deixarei aqui algumas sugestões que podem ajudar:
• Estabeleça horários: é importante que os pequenos tenham horários para acordar, realizar as atividades, brincar e dormir. Seguir os horários faz com que a criança se acostume e estabeleça uma rotina. Você pode montar um quadro de horários, com desenhos, bem lúdico, mostrando como será a ordem do seu dia, isso trará mais segurança a ele;
• Prepare para a escola com antecedência: procure deixar a lancheira e mochila sempre prontas no dia anterior. Essa arrumação deve ser feita com a criança, é importante que ela participe do processo;
• Mantenha os espaços organizados: ter um ambiente organizado auxiliará os pequenos. Para isso é importante que eles saibam que depois de brincar devem guardar seus brinquedos, roupas usadas devem ser colocadas no cesto; desde muito cedo eles podem e devem auxiliar nas tarefas domésticas, afinal eles fazem parte da casa.
• Planeje a semana inteira: monte com o seu pequeno uma agenda semanal que ela possa visualizar onde vai estar e o que vai fazer. Faça desse momento uma brincadeira: utilize papelão, canetinhas coloridas, e outros materiais e monte, junto com ela, um painel com os horários das principais atividades do dia e da semana.
Lembre-se que não é só o pequeno que deve seguir um cronograma: você também precisa se organizar para que seja mais fácil cumprir a rotina da criança. Assim, você dará o exemplo de que organização e rotina é importante para todos.
Agora, o mais importante, não se desespere se a programação não sair conforme o combinado. Imprevistos acontecem e, nesse momento, é essencial ter flexibilidade para que o dia corra bem mesmo fora do planejamento. Ter alguns horários livres entre as atividades programadas pode trazer mais tranquilidade para você e seus pequenos no caso de atrasos ou cancelamentos.
Espero que tenha gostado do texto desse mês e que ele lhe ajude a organizar a rotina na sua casa, com seu pequeno.
Um abraço e até a próxima!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Autoestima Infantil

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Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Hoje vamos conversar sobre um tema muito importante, que deve ser trabalhado com a criança desde muito pequena.
Muitas vezes recebo crianças no consultório com queixa de timidez e quando vou averiguar mais profundamente, com entrevistas com pais, observação da criança em sua forma de brincar e fazer atividades ludoterapêuticas, percebo que aquela timidez muitas vezes é insegurança e baixa autoestima.
Vocês, como pais, são a primeira referência dos pequenos e têm um papel fundamental no processo de construção e potencialização da autoconfiança e da autoestima dos seus filhos.
São esses primeiros vínculos que irão ser a base da formação da personalidade desse futuro adolescente e adulto. Através do modo de falar, dos gestos e das atitudes, vocês auxiliam de forma importante e essencial a construção da autoestima da criança.
Primeiramente, vale reforçar que confiança do pequeno, desde cedo, fortalece sua segurança, capacidade de realização e a efetiva habilidade de lidar, de maneira assertiva com os desafios da vida adulta.
A capacidade de valorizar a si mesmo é um processo que deve começar a ser construído desde muito cedo — e ao longo da vida.
A autoestima também pode ser definida como um sentimento de capacidade, combinado com sentimentos de sentir-se amado. Uma criança que fica feliz com uma conquista, mas não se sente amada pode, eventualmente, experimentar baixa autoestima. Da mesma forma, uma criança que se sente amada, mas está insegura sobre as suas próprias capacidades, pode também conduzi-la a uma baixa autoestima. A autoestima saudável de uma criança desenvolve-se quando o equilíbrio é atingido.
Aprender a caminhar depois de dezenas de tentativas frustradas ensina um bebê a ter uma atitude de “consigo fazer”. O conceito de persistência para alcançar o sucesso começa cedo. As crianças tentam, falham, tentam de novo, falham de novo, e então finalmente obtêm sucesso, desenvolvendo uma ideia segura acerca das suas próprias capacidades. Ao mesmo tempo, vão criando um autoconceito baseado em interações com as outras pessoas.
É por isso que o envolvimento de vocês, papai e mamãe, é fundamental para ajudar as crianças a construírem autopercepções saudáveis. Assim, deixarei aqui algumas formas de auxiliar o processo da autoestima com os pequenos:
• Cuidado com as críticas, elas podem reforçar sentimentos de incapacidade e inferioridade na criança;
• Estabeleça uma comunicação de forma mais positiva. Suas palavras são extremamente importantes, escolha as que estimulam e valorizam a segurança do seu filho. Um bom exemplo, é substituir expressões como “você nunca aprende”, por “sei o quanto você é capaz, acredito em você”;
• Evite os rótulos. Aquilo que você fala para o seu filho torna-se verdade para ele. Então, se você diz que ele é “bagunceiro”, “desobediente”, “terrível”, é assim que ele vai ser, agora, se você se refere a essas atitudes focando no seu comportamento a chance da criança mudar de atitude é maior;
• Enalteça as competências da criança e não suas dificuldades. Demonstre compreensão e apoio quando a criança estiver diante de algum desafio.
Por fim, demonstre sempre amor pelo seu pequeno. É dessa forma que ele sentirá segurança e confiança para enfrentar os desafios que virão.
Espero que tenha gostado do texto desse mês.
Deixe para mim nos comentários, dúvidas e sugestões de temas para os próximos textos.
Um abraço e até mês que vem!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

A Importância dos múltiplos relacionamentos na vida da criança

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Hoje eu queria falar como os múltiplos relacionamentos na vida de uma criança podem ser benéficos e devem ser estimulados. Não só em seus grupos de amigos, mas também com seus cuidadores. Infelizmente na sociedade atual os núcleos familiares estão cada vez menores e com a insegurança de nosso país, crianças são cada vez menos expostas a múltiplos relacionamentos. Continue reading

Como estabelecer combinações e motivar o uso do quadro de incentivos, inserindo assim novos hábitos em sua família.

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Toda boa comunicação parte do pressuposto que combinações devem ser feitas e entendidas por ambas as partes, e uma boa comunicação é base para um melhor relacionamento.
Nas famílias, mesmo as que tem crianças pequenas isso não é diferente. Bem pelo contrário, por as crianças serem pequenas a comunicação precisa ser ainda mais clara e objetiva. Continue reading

Carta de um filho para seus pais:

crianças-que-demoram-a-falar-2Recentemente lançamos um novo quadro em nosso canal do Youtube, chamado Como é para você?

A ideia é levar para as famílias informação e conteúdo de qualidade e que a gente confia na origem.Traremos profissionais da saúde em quem confiamos para falar sobre a infância. Cada um com seu jeito de ver e entender as coisas da vida. E, na gravação dos primeiros episódios, a psicóloga Bianca Muniz Kuhn, nos leu uma carta tão linda que queremos compartilhar aqui com vocês. Vale muito a reflexão.

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O Brócolis e as Emoções

Menina-Segurando-BrocolisQuando viramos mães, passamos a nos preocupar muito mais com a alimentação, não é?
Umas mais, outras menos, mas de alguma forma começamos a prestar mais atenção nisso. Sabemos que uma alimentação saudável previne uma série de doenças, certo?
Todo mundo sabe que comer salada é saudável, não é?
E porque não temos esta preocupação em deixar nossos filhos emocionalmente mais fortes? Continue reading