Seu filho tem medo do escuro?

Medo de escuro, de altura, de se separar dos pais, de ser esquecido na escola, de dormir sozinho, de personagens assustadores, de barulhos e ruídos estranhos… São muitos os medos que envolvem cada etapa da infância e é importante que os pais estejam preparados para ajudar os filhos a lidar e superar cada um deles. Como em tantas outras situações, o melhor caminho é o diálogo. Escute seu filho, esteja aberto para ouvir e conversar sobre suas inseguranças. Mostre a ele que o medo que está sentindo é algo natural e que todos sentem ou já sentiram em algum momento da vida, inclusive você.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

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Seja Presente

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Este é o último mês do ano, época em que geralmente nosso “tempo fica mais corrido”, época em que nos preocupamos com os presentes, de amigo oculto… de natal…

Então, resolvi falar sobre algo que é mais importante do que dar presentes, que é ser presente.

As últimas décadas trouxeram uma mudança na vida da mulher. As mulheres começaram a trabalhar (também) fora de casa. Porém, essa mudança trouxe um acréscimo de funções, e não uma troca, então, além do trabalho fora de casa a mulher ainda cuida da casa, dos filhos, do marido… Muitos jovens e adultos de hoje são as crianças dessa primeira geração, que cresceram sem o convívio em tempo integral com as mães e agora repetem esse modelo com relação aos próprios filhos.

E com isso, eu não estou dizendo que essa mudança foi algo ruim, muito pelo contrário, essa mudança foi necessária, inclusive para os modelos de educação que vemos hoje, como uma participação mais ativa dos pais, por exemplo.

Porém, a lacuna criada nessa geração passou a ser preenchida, de certa forma, pelo marketing, e o consumismo. Para reduzir a culpa gerada pelo pouco tempo presente com os filhos, os pais começaram a comprar cada vez mais presentes, e também lotar as crianças com atividades. (lembra do que conversamos no mês passado? Sobre as multitarefas? Elas também entram aqui)

Lembre-se, a falta da presença de vocês não podem ser supridas por presentes ou bens materiais. Esses artifícios funcionam por um tempo, mas não têm permanência, e perdem logo o seu efeito. Um outro problema que o excesso de presentes pode trazer é a criança começar a usar disso como “chantagem”, para ganhar tudo o que quiser. Crianças são extremamente observadoras, e entendem logo o que funciona para “dobrar os pais”.

Ser presente para o seu filho pode ser mais simples do que você imagina, mesmo com uma rotina de trabalho extensa. Ser presente não significa abdicar de tudo o que é importante para você e ficar 24h por dia com o seu filho, (inclusive, isso pode ter um efeito reverso, a criança pode ficar extremamente mimada, e isso também pode atrapalhar o seu desenvolvimento) mas sim ter tempo de qualidade com ele, mesmo que seja algumas horas por dia.

De nada adianta você ficar o dia inteiro com seu filho, mas conversar com ele enquanto a televisão está ligada, ou enquanto você responde alguma mensagem no celular. Você está ali apenas de corpo, mas não está prestando atenção no que ele está falando ou no que está acontecendo ali.

O que eu sugiro é que você tire alguns minutos quando chegar do trabalho para se dedicar ao seu pequeno. Seja para assistirem a um filme juntos, ou brincar com algum jogo, contar uma historinha antes de dormir, fazer alguma atividade juntos. E não precisa ser nada muito programado ou elaborado, aproveite os momentos juntos, como a ida ou a volta do colégio para conversarem ou inventarem alguma brincadeira (é uma ótima idéia para deixar de lado um pouco o celular também).

Neste final de ano (e em todas as outras épocas), o melhor presente que você pode dar ao seu pequeno é o seu tempo e sua atenção. O tempo é o recurso mais escasso que nós temos, ele não volta, é algo que não se pode comprar. Muitos pais me falam que desejam dar o melhor para seus filhos, então dê o seu tempo, dedique-se a ele, isso fará uma diferença no desenvolvimento dele e na relação de vocês.

Espero que tenham gostado do tema de hoje!

Quero agradecer por todo esse ano juntos, aqui, no blog da BBDU ou nas lives do Instagram (se você ainda não sabe, todo mês, eu e a Ju, fazemos uma live no Instagram para comentar o tema do texto aqui do blog), e quero lhe desejar também um excelente final de ano e ótimas festas, com muito amor e tempo de qualidade!!

Um beijo e até a próxima!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU
amandafoliveira1@gmail.com

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Como lidar com autoestima baixa da criança?

Se seu filho repete constantemente a frase “eu não consigo” e você passa a acreditar nele a ponto de realizar determinadas atividades no seu lugar, ele começará a criar áreas de incapacidade. Se isso vira rotina, surge na criança a crença de que ela não é capaz de realizar um monte de coisas.

Com isso a autoestima do seu filho diminui e ele passa a se ver como alguém incapaz. Nosso papel enquanto pais é perceber em que fase do desenvolvimento nosso filho está e encorajá-lo nas tarefas e atividades que ele esteja pronto para desempenhar. Por isso, quando seu filho insistir em repetir que não consegue, tenha paciência e mostre a ele o quanto você acredita na sua capacidade de realizar aquela tarefa. Ao invés de dizer “é fácil” quando ele estiver aprendendo, diga “vá com calma, no início pode ser difícil mesmo”. Quando reconhecemos o que a criança está sentindo ela se sente validada e fica mais propensa a tentar novamente. Permita que ela erre quantas vezes seja necessário. Seu papel como mãe/pai é encorajá-la e não fazer por ela. Com paciência, acompanhamento e firmeza é possível sair do “eu não consigo” para “Consegui!”.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

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Quando procurar um psicólogo para seu filho?

Quando falamos em saúde, pode ser comum pensarmos somente no campo físico e esquecermos do emocional. Acontece que nossa saúde mental também precisa de atenção e cuidados.

Fazer terapia ajuda a lidarmos com as frustrações da vida cotidiana, além de manter o bem-estar mental para, assim, alcançar uma vida equilibrada e feliz.

Quando procurar a terapia?

Períodos de stress, luto, incertezas, tristezas e conflitos fazem parte da vida de todos. Justamente por isso que é um pouco difícil perceber quando a situação exige a ajuda de um profissional. Conheça a seguir alguns sinais que indicam que é a hora certa de procurar um psicólogo e iniciar uma terapia.

•  Quando estou com problemas emocionais

•  Quando procuro autoconhecimento e equilíbrio emocional

•  Em casos de separações, lutos, perdas ou mudanças

•  Se estou passando por uma situação traumática

•  Sentimentos constantes de tristeza, ansiedade, estresse, raiva, desânimo

•  Se estou com problemas em meu relacionamentos

•  Se estou com alguma doença psiquiátrica, como depressão, ansiedade, fobias, compulsão.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

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A importância da leitura no desenvolvimento infantil

Ler para uma criança, desde cedo, já na gravidez, tem um especial significado em seu desenvolvimento infantil. Nessa escuta, a criança aprende, cria, libera a imaginação, constrói hipóteses e formas de se comunicar, além de estabelecer vínculos, essenciais à vida presente e futura.

Pesquisas indicam, por exemplo, que crianças cujos pais leram para elas na primeira infância (período do nascimento aos seis anos) chegam aos três anos com melhores índices de vocabulário do que crianças na mesma idade que não contaram com esse estímulo. 😉

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

Conheça os livros infantis indicados por idade:
De 1 a 2 anos
De 3 a 4 anos
De 5 a 6 anos
De 7 a 8 anos
De 9 a 10 anos
Acima de 11 anos

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Medo Noturno

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?

Hoje vou falar sobre essa emoção, que as vezes é difícil de lidar, principalmente quando acontece no momento do sono. O medo pode levar a dificuldade para iniciar o sono ou, até mesmo, prejudicar uma boa noite de sono dos pequenos. Crianças com medos noturnos, geralmente têm dificuldade em dormir sozinhas, ao despertar a noite solicitam atenção dos pais e muitas vezes ficam acordadas sozinhas durante a noite.

Os tipos de medos noturnos variam de acordo com a idade, crianças de quatro a seis anos, por exemplo, apresentam medos do escuro, de ficarem sozinhas, de monstros e situações imaginárias. Os medos de crianças de 7 a 11 anos estão associados a perigos reais, como ladrões e violência. Em diferentes idades o medo de perder os pais também é presente.

Se o seu filho acorda durante a noite assustado, chorando, muitas vezes demandando sua presença, isso não necessariamente é um medo noturno, pode ser que ela tenha tido um pesadelo. Crianças muito pequenas têm dificuldade para dizer o que aconteceu, por isso as vezes é difícil para os pais identificar quando é um e quando é outro. Vamos diferenciar então o que é pesadelo e o que é medo noturno.

O pesadelo acontece na fase REM do sono, é uma fase menos profunda do sono, é aqui que os sonhos e pesadelos acontecem. Os pesadelos são muito comuns, estudos apontam que 80% do conteúdo do sono, de alguma forma provoca sensações ruins, conhecidas como pesadelos. Quando isso acontece com crianças pequenas, de 3 e 4 anos, há uma dificuldade para diferenciar o que é ilusão e o que é realidade, tendo dificuldades para relaxar e voltar a dormir. Em casos de pesadelos, vocês pais, podem acalmar e consolar a criança; explicar que o que ela sonhou não é de verdade; deixar com a criança algum objeto que ela goste e desenvolver uma rotina relaxante, um ritual do sono, para que ela possa dormir mais facilmente.

Já o medo noturno acontece na fase “não-REM”, uma fase mais profunda do sono. Embora pode causar espanto nos pais, é algo natural e que pode acontecer com algumas crianças. De acordo com o seu crescimento, esses episódios tendem a ficar cada vez mais raros, até desaparecer por completo.

No medo noturno, a criança pode manifestar sinais de pânico, conversar, gritar, chorar, se debater, sentar na cama, abrir os olhos, mas ainda assim ela continua dormindo, não nota a presença dos pais e depois nem se lembra do que aconteceu. Nesses casos, vocês pais, podem tocar a criança, acalmando-a e esperar o momento passar; não é necessário acordá-la.

Medos noturnos são comuns durante o desenvolvimento infantil, quando aparecem de forma tranquila e transitória podem ser superados pela maioria das crianças. Porém, para algumas crianças, o momento de ir para a cama representa uma grande dificuldade, associada ao medo noturno severo e pode atrapalhar o desenvolvimento do sono da criança. Nesses casos, é necessário buscar uma ajuda especializada.

Espero que tenha gostado do texto de setembro!

Um abraço e até o próximo!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

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Dicas para lidar com os terrible twos

Os terrible twos, que acontecem entre 1 ano e meio e 3, tem seu auge nos 2 anos de idade. Fase em que a criança passa a se perceber como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e sente uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si mesma. Isso faz com que os pequenos “se rebelem” e se oponham a todas as solicitações dos pais. Aí já viu, né? Tudo vira motivo para espernear, choramingar, se irritar e berrar. A tranquilidade de outrora é substituída por uma explosão de rebeldia e, ao mesmo tempo, o pequeno se desenvolve tão depressa, que você se pega o tempo todo surpreendida com os pequenos atos de autonomia ou frases e perguntas que deixam qualquer adulto encantado, de tanta fofura.

Seguem aqui algumas dicas para papais e mamães lidarem melhor com essa fase tão cheia de emoções e desafios!

4 dicas para lidar com os terrible twos

1. Mantenha a rotina o mais estável possível

A chance de os pequenos ficarem irritados e explodirem em uma birra é maior quando eles estão cansados, com fome ou frustrados. Por isso, manter uma rotina saudável e regrada, diminui o estresse da criança de 2 anos. Esteja sempre prevenido(a) com lanchinhos e frutas na bolsa se e procure organizar o dia a dia de vocês para que seu pequeno não fique muito tempo sem dormir ou sem comer. Com certeza isso o deixará mais tranquilo e menos propenso a ter acessos de chilique!

2.Explique com clareza e calma

Quando a criança ficar irritada por algum motivo, prefira conversar com calma. Claro, nem sempre isso é possível. Mas procure ser paciente e muito clara(o) no momento de lidar com alguma birra ou desobediência.

3.Seja paciente

Por mais difícil que seja manter a calma, é muito importante tentar ser paciente. Entenda que essa fase é natural e que todas as crianças passam por isso para construir sua identidade.

4.Não poupe carinhos, abraços e beijinhos Em alguns casos, a criança fica tão nervosa que machuca os outros e a si mesma. Nesse momento, uma opção que pode funcionar é abraçá-la, pegá-la no colo e confortá-la. Deixe claro que você entende que ela está sofrendo e que você está ali para ajudá-la. Faça carinho, dê beijinhos e deixe-a se acalmar.

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Como ajudar seu filho a superar a timidez?

É normal que algumas crianças se sintam desconfortáveis em situações novas ou que as coloquem como centro das atenções. A timidez ,em muitos casos, é apenas mais uma característica da personalidade de uma pessoa. Ou seja, ela só é um problema quando é excessiva e prejudica o desenvolvimento ou a capacidade de estabelecer relações sociais.

Se seu filho tem muita dificuldade em fazer amigos ou medo de tirar dúvidas em sala de aula, isso pode impedir que ele consiga brincar ou falar com outras crianças, interferir na capacidade de aprendizado e até causar sofrimento. Mas você pode ajudá-lo. Seguem aqui algumas dicas para ajudar seu filho a superar a timidez:

• Ajude a criança a conhecer seus sentimentos e falar sobre eles no dia a dia

• Incentive a criança a falar sobre suas experiências na escola e em outros ambientes sociais, demostrando interesse

• Elogie sempre que seu filho conseguir ir a algum lugar novo e interagir com outras crianças. Não critique se ele ficar com medo.

• Converse sobre as situações que podem deixá-lo mais tímido e pensem juntos em formas de enfrentar a situação.

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Ansiedade na adolescência

A ansiedade é um transtorno que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos e os jovens não estão imunes a esse problema que tanto atinge a saúde e a qualidade de vida das pessoas. São vários os motivos que podem levar o adolescente a desenvolver o transtorno de ansiedade, como a convivência familiar, pressão escolar e a aceitação em grupos sociais. Para que os pais fiquem atentos, segue alguns dos sintomas apresentados pelos jovens do dia a dia:

Preocupação excessiva
O adolescente costuma ficar muito incomodado com o que as outras pessoas podem estar achando dele. Isso leva a uma autocobrança muito intensa. O jovem passa a acreditar que não é bom o suficiente em vários aspectos e isso acaba levando a baixa autoestima e um afastamento natural do círculo de amigos e até mesmo dos familiares.

Receio das interações sociais
Esse sintoma é um dos mais recorrentes em casos de ansiedade na adolescência. Isso porque nesta fase da vida a opinião dos outros, principalmente de outros jovens da mesma faixa etária, acaba sendo muito importante para o adolescente. Quando há um transtorno de ansiedade, as interações sociais acabam se tornando um verdadeiro martírio.

Inquietação emocional
Situações comuns como ir para o curso sozinho ou visitar um amigo acabam se tornando angustiantes para o adolescente. Essa sensação deixa o jovem mais irritado e compromete a sua concentração.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

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O Brincar como linguagem da criança

Quando se pensa no universo infantil, brincar é coisa séria. É por meio de jogos, fantasias e, sobretudo, da criatividade que as crianças se relacionam entre si e com o mundo. Além do caráter lúdico, essas atividades estimulam o divertimento e o aprendizado dos pequenos.


             A criança e o brincar são contextos indissociáveis, o brincar é tão essencial à criança quanto o trabalho é para os adultos. Não se pode pensar na ideia de ter uma criança sem dar-lhe tempo e propiciar-lhe momentos de ser e de se sentir criança. A criança que não brinca não aprende, não tem interesse, não tem entusiasmo, não demonstra sensibilidade e não desenvolve afetividade. Daí a necessidade de compreender o brincar como uma linguagem infantil, uma maneira que as crianças pequenas utilizam para falar não convencionalmente, mas para se expressar e demonstrar seus sentimentos, suas vontades, suas inquietudes.

Ao brincar, a criança expressa suas emoções, expõe suas habilidades e dificuldades, e mostra aos adultos suas conquistas; mostrando a apropriação de uma linguagem diferente, característica do desenvolvimento infantil. 
Ao brincar de carrinho, por exemplo, a criança assimila fatos que ela vê e observa na vida cotidiana; além de repetir o que vê o adulto fazendo, ela incorpora e repete na brincadeira. Se ela brinca com o carrinho de forma agressiva, batendo em objetos, fazendo o carrinho capotar, ela simplesmente está tentando se comunicar, repetindo com seus brinquedos cenas da vida doméstica e comportamentos dos adultos, utilizando-se desta linguagem para dizer que “foi isso que ela aprendeu”, daí a necessidade mediadora nas múltiplas ações do brincar e atenção ao exemplo. 

É brincando que a criança aprende, e observando que ela incorpora, é através de brincadeiras que a criança expande seu mundo e amplia seus conhecimentos.

As transformações sociais, políticas e econômicas que têm ocorrido em nossa sociedade e as mudanças tecnológicas contribuem para a diminuição dos espaços públicos de lazer, além disso a crescente insegurança impede o brincar nas calçadas, praças e parques. Hoje, a televisão, o computador e os jogos eletrônicos estão cada vez mais presentes no cotidiano de grande parte das crianças. Ou seja, as mudanças na sociedade transformaram significativamente a maneira de brincar.

A brincadeira é uma rica fonte de estímulos ao desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança e também contribui para o seu processo de socialização e auto expressão. O brincar, além de ser um facilitador do desenvolvimento infantil, é a forma que a criança possui para se comunicar com o mundo, expressar seus sentimentos, conviver com as diferentes emoções, conhecer seu próprio corpo.

Por meio da brincadeira, as crianças ampliam seus conhecimentos sobre si mesmas e sobre o mundo que as cerca. Nesses momentos lúdicos, elas criam situações imaginárias que surgem a partir dos conhecimentos de mundo que já possuem, antecipam vivências, imitam os adultos.

A ideia, difundida popularmente, de que o ato de brincar é um simples passatempo, sem funções mais importantes que a de entreter a criança em atividades divertidas, não leva em consideração que a brincadeira é capaz de oferecer às crianças uma ampla estrutura básica para mudanças das necessidades e tomada de consciência, como: ações no campo imaginativo, formação de planos da vida real, e oportunidade de interação com o outro, que, sem dúvida, contribuirão para o desenvolvimento da criança.

É brincando que as crianças se desenvolvem de forma completa, integrando seus corpos, gestos, movimentos, suas linguagens (verbais e não verbais), suas atitudes e comportamentos, suas emoções, sua cognição, sua sociabilidade, seus valores e suas criatividades.

Portanto, oferecer oportunidades de as crianças terem contato com a natureza, com espaços variados, com diversos materiais e repertórios lúdicos, ou de construírem seus próprios brinquedos, é uma forma de contribuir para sua saúde e integridade mental, física e emocional: são processos, vivências e aprendizados permanentes.

E o mais importante, além de incentivar o brincar, brinque com seu filho. Tire um tempo do seu dia e se dedique a isso, fará total diferença no desenvolvimento dele e na relação de vocês. Aproveite esse mês de férias e façam atividades diferentes, piqueniques no parque, andar de bicicleta, criar brinquedos, inventar brincadeiras… A presença dos pais na brincadeira dos pequenos é muito significativa.

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com