Como identificar que uma criança ou adolescente está sofrendo Bullying escolar?

O bullying na escola, infelizmente, faz parte da realidade de muitas instituições e os esforços para combatê-lo são enormes.

Normalmente, em casos de bullying escolar, as vítimas se sentem acuadas e não contam para seus pais ou professores sobre a violência que sofrem. Isso acontece, principalmente, porque a  maioria sofre ameaças dos agressores para que fiquem em silêncio, além de se sentirem culpados e de não quererem parecer covardes.

Por isso é muito importante que diretores, professores e principalmente os pais das crianças e adolescentes estejam atentos. Os sinais mais comuns são:

tristeza e irritabilidade;

falta de vontade ou medo de ir à escola;

faltas frequentes;

queda de rendimento na escola;

isolamento ou poucas amizades;

irritabilidade;

perda de apetite e insônia;

Esses são apenas alguns sinais que podem ser apresentados. Portanto, é preciso que as escolas e pais estejam atentas aos possíveis sintomas.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU foi inaugurada em Porto Alegre. Venha conhecer!
📍 Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

Crítica constante de pais bloqueia o processamento emocional das crianças

A educação que recebemos em nossa infância e o tipo de relacionamento que estabelecemos com nossos pais deixa marcas profundas. Sua atenção ou negligência, sua crítica ou elogio, determinam o estilo de apego que iremos desenvolver e tem um enorme impacto na imagem que formamos de nós mesmos, na nossa autoestima e na atitude que assumimos perante a vida.

No entanto, tudo parece indicar que as consequências da crítica na infância não se limitam ao nível psicológico, mas também alteram a configuração do cérebro. Neurocientistas da Universidade Binghamton descobriram que, quando os pais criticam excessivamente seus filhos, eles afetam as áreas do cérebro dedicadas a processar estados emocionais.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU foi inaugurada em Porto Alegre. Venha conhecer!
📍 Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

A importância dos limites na infância e adolescência

A infância é o primeiro contato da criança com as noções de que nem tudo é permitido a ela. A partir desta noção, ela aprende que deve respeitar esses limites da mesma maneira como deve ser respeitada também.

Quando os pais lidam com o limite com tranquilidade e segurança, constroem para seus filhos um ambiente funcional e que permite a eles entender que há coisas que não poderão fazer.

Algumas das funções e importância dos limites são:

1. Ensinar a criança a lidar com a frustração. É na infância que esse treino deve ser feito, para evitar que esse processo se torne doloroso na adolescência e na vida adulta.

2. Ajudar os pais a entenderem e agirem de maneira eficiente em ataques de birra. Ao estabelecer limites, não cedem às crises de birra da criança e não reforçam esse comportamento como sendo eficiente.

3. Estimular a independência no desenvolvimento da criança. Uma criança que tem noção de que não pode tudo vai, com certeza, crescer mais independente e emocionalmente mais madura.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU foi inaugurada em Porto Alegre. Venha conhecer!
📍 Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

Seja Presente

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Este é o último mês do ano, época em que geralmente nosso “tempo fica mais corrido”, época em que nos preocupamos com os presentes, de amigo oculto… de natal…

Então, resolvi falar sobre algo que é mais importante do que dar presentes, que é ser presente.

As últimas décadas trouxeram uma mudança na vida da mulher. As mulheres começaram a trabalhar (também) fora de casa. Porém, essa mudança trouxe um acréscimo de funções, e não uma troca, então, além do trabalho fora de casa a mulher ainda cuida da casa, dos filhos, do marido… Muitos jovens e adultos de hoje são as crianças dessa primeira geração, que cresceram sem o convívio em tempo integral com as mães e agora repetem esse modelo com relação aos próprios filhos.

E com isso, eu não estou dizendo que essa mudança foi algo ruim, muito pelo contrário, essa mudança foi necessária, inclusive para os modelos de educação que vemos hoje, como uma participação mais ativa dos pais, por exemplo.

Porém, a lacuna criada nessa geração passou a ser preenchida, de certa forma, pelo marketing, e o consumismo. Para reduzir a culpa gerada pelo pouco tempo presente com os filhos, os pais começaram a comprar cada vez mais presentes, e também lotar as crianças com atividades. (lembra do que conversamos no mês passado? Sobre as multitarefas? Elas também entram aqui)

Lembre-se, a falta da presença de vocês não podem ser supridas por presentes ou bens materiais. Esses artifícios funcionam por um tempo, mas não têm permanência, e perdem logo o seu efeito. Um outro problema que o excesso de presentes pode trazer é a criança começar a usar disso como “chantagem”, para ganhar tudo o que quiser. Crianças são extremamente observadoras, e entendem logo o que funciona para “dobrar os pais”.

Ser presente para o seu filho pode ser mais simples do que você imagina, mesmo com uma rotina de trabalho extensa. Ser presente não significa abdicar de tudo o que é importante para você e ficar 24h por dia com o seu filho, (inclusive, isso pode ter um efeito reverso, a criança pode ficar extremamente mimada, e isso também pode atrapalhar o seu desenvolvimento) mas sim ter tempo de qualidade com ele, mesmo que seja algumas horas por dia.

De nada adianta você ficar o dia inteiro com seu filho, mas conversar com ele enquanto a televisão está ligada, ou enquanto você responde alguma mensagem no celular. Você está ali apenas de corpo, mas não está prestando atenção no que ele está falando ou no que está acontecendo ali.

O que eu sugiro é que você tire alguns minutos quando chegar do trabalho para se dedicar ao seu pequeno. Seja para assistirem a um filme juntos, ou brincar com algum jogo, contar uma historinha antes de dormir, fazer alguma atividade juntos. E não precisa ser nada muito programado ou elaborado, aproveite os momentos juntos, como a ida ou a volta do colégio para conversarem ou inventarem alguma brincadeira (é uma ótima idéia para deixar de lado um pouco o celular também).

Neste final de ano (e em todas as outras épocas), o melhor presente que você pode dar ao seu pequeno é o seu tempo e sua atenção. O tempo é o recurso mais escasso que nós temos, ele não volta, é algo que não se pode comprar. Muitos pais me falam que desejam dar o melhor para seus filhos, então dê o seu tempo, dedique-se a ele, isso fará uma diferença no desenvolvimento dele e na relação de vocês.

Espero que tenham gostado do tema de hoje!

Quero agradecer por todo esse ano juntos, aqui, no blog da BBDU ou nas lives do Instagram (se você ainda não sabe, todo mês, eu e a Ju, fazemos uma live no Instagram para comentar o tema do texto aqui do blog), e quero lhe desejar também um excelente final de ano e ótimas festas, com muito amor e tempo de qualidade!!

Um beijo e até a próxima!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU
amandafoliveira1@gmail.com

Como lidar com autoestima baixa da criança?

Se seu filho repete constantemente a frase “eu não consigo” e você passa a acreditar nele a ponto de realizar determinadas atividades no seu lugar, ele começará a criar áreas de incapacidade. Se isso vira rotina, surge na criança a crença de que ela não é capaz de realizar um monte de coisas.

Com isso a autoestima do seu filho diminui e ele passa a se ver como alguém incapaz. Nosso papel enquanto pais é perceber em que fase do desenvolvimento nosso filho está e encorajá-lo nas tarefas e atividades que ele esteja pronto para desempenhar. Por isso, quando seu filho insistir em repetir que não consegue, tenha paciência e mostre a ele o quanto você acredita na sua capacidade de realizar aquela tarefa. Ao invés de dizer “é fácil” quando ele estiver aprendendo, diga “vá com calma, no início pode ser difícil mesmo”. Quando reconhecemos o que a criança está sentindo ela se sente validada e fica mais propensa a tentar novamente. Permita que ela erre quantas vezes seja necessário. Seu papel como mãe/pai é encorajá-la e não fazer por ela. Com paciência, acompanhamento e firmeza é possível sair do “eu não consigo” para “Consegui!”.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

Primeira Infância: a fase mais importante da vida

“Educa as crianças, e não precisarás castigar os homens.”

Essa frase é do filósofo grego Pitágoras, e eu a escolhi para começar esse texto porque educar as crianças e investir na Primeira Infância têm efeitos sobre a capacidade intelectual, a personalidade e o comportamento social futuros.

A primeira infância é a fase da vida entre zero e seis anos de idade. O papel dessa época da vida no desenvolvimento mental, emocional, de aprendizagem e de socialização da criança talvez seja tão ou mais importante que a evolução física e neurológica.

No primeiro ano de vida, o bebê é quase totalmente dependente dos adultos que o cercam, começando pela alimentação apropriada, proteção, cuidados com sua saúde e afeto. Os primeiros anos são fundamentais para o desenvolvimento da criança. Inclusive, cientistas já comprovaram que oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida é mais eficaz e gera menos custos do que tentar reverter ou minimizar os efeitos ou problemas futuros. Dentre os benefícios, há ganhos no desenvolvimento cognitivo a curto prazo, melhora nos níveis de aprendizado a médio prazo e na escolaridade, empregabilidade, qualidade de vida e renda, a longo prazo.

O cérebro e todo o sistema nervoso central se formam nesse início da vida, ou, melhor dizendo, desde a gestação. A neurociência, ciência que estuda o desenvolvimento e o funcionamento desse sistema, afirma que existe uma relação direta entre as primeiras experiências e o desenvolvimento cerebral. O desenvolvimento do cérebro depende de uma complexa interação entre os genes com os quais se nasce e as primeiras experiências que se tem. As primeiras experiências têm um impacto decisivo na arquitetura do cérebro e na natureza e qualidade da capacidade do adulto.

Pode-se dizer que as relações iniciais com os primeiros cuidadores (mãe, pai ou outra pessoa que se ocupa integralmente do bebê) são determinantes nesse processo de formação da criança e, por isso, devem ser relações de qualidade, baseadas tanto em atenção às necessidades do corpo e do organismo quanto em vínculos afetivos consistentes, comunicação, segurança e ainda oferta de boas experiências para apresentar-lhe o mundo. Trata-se aqui de olho no olho, de voz que acalenta e conta uma história, de sustentação corporal, de acolhimento às sensações e sentimentos, de presença permanente e significativa que garante a continuidade dos cuidados, de emoções que moldam essa relação e ainda de brincadeiras compartilhadas.

Tem muita coisa em jogo nessa interação. É preciso que os papais e mamães estejam inteiros, que estejam disponíveis para acompanhar cada passo desse caminho inicial e que consigam tanto decifrar os sinais que chegam quanto os que são transmitidos pelos pequenos. Aprender a comunicar-se para além das palavras, mas pelos gestos, sons e balbucios, expressões, mudanças de comportamento. As crianças pequenas são conectadas e comunicativas.

Os bebês precisam se adaptar ao mundo em que chegaram, porém não fazem isso passivamente, mas de modo ativo e competente.Os bebês convocam os adultos a se ocuparem deles, a oferecerem novidades para suas descobertas e solução para suas necessidades. No processo de desenvolver-se integralmente, muitos encontros, de diferentes naturezas, serão estabelecidos, resultando em um sujeito único e singular.

Desta forma, é preciso retomar a ideia de que cada uma das experiências vividas terá sua parte na escrita dessa história, começando pelas experiências com você, papai e mamãe que cuida e se ocupa dessa criança. É preciso muitos cuidados nesse caminho que parte da extrema dependência para a independência e autonomia. Vocês oferecem a voz, o olhar, o corpo que segura e acolhe, oferecem as palavras que consolam, que explicam, que descortinam horizontes, inserindo a criança no mundo e suas infinitas possibilidades. À criança cabe viver intensamente todas essas experiências que lhe são oferecidas: ser curiosa, investigar, conhecer, vincular-se e, mais do que tudo, BRINCAR!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Como ajudar seu filho a superar a timidez?

É normal que algumas crianças se sintam desconfortáveis em situações novas ou que as coloquem como centro das atenções. A timidez ,em muitos casos, é apenas mais uma característica da personalidade de uma pessoa. Ou seja, ela só é um problema quando é excessiva e prejudica o desenvolvimento ou a capacidade de estabelecer relações sociais.

Se seu filho tem muita dificuldade em fazer amigos ou medo de tirar dúvidas em sala de aula, isso pode impedir que ele consiga brincar ou falar com outras crianças, interferir na capacidade de aprendizado e até causar sofrimento. Mas você pode ajudá-lo. Seguem aqui algumas dicas para ajudar seu filho a superar a timidez:

• Ajude a criança a conhecer seus sentimentos e falar sobre eles no dia a dia

• Incentive a criança a falar sobre suas experiências na escola e em outros ambientes sociais, demostrando interesse

• Elogie sempre que seu filho conseguir ir a algum lugar novo e interagir com outras crianças. Não critique se ele ficar com medo.

• Converse sobre as situações que podem deixá-lo mais tímido e pensem juntos em formas de enfrentar a situação.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU, a loja física da BBDU que foi inaugurada em Porto Alegre. Venha conhecer!
📍 Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

Papel de Pai

Olá Papai e Mamãe, tudo bem?

Esse mês comemoramos o Dia dos Pais, então esse texto é especial para os papais e todos aqueles que exercem essa função na vida dos pequenos.

Acredito que vocês já ouviram ou até já usaram essa expressão: “Papel de Pai”, mas o que será que ela realmente quer dizer?

Geralmente essa a expressão, ”Papel de Pai”, está relacionada a uma obrigação ou a alguma cobrança. Mas como cobrar algo de alguém que muitas vezes não foi ensinado ou preparado para viver tal situação?! Culturalmente, não ensinamos os meninos a cuidar do outro. Já conversamos aqui outras vezes que é através da brincadeira que a criança entende e percebe o mundo, e o mundo dos meninos costumam ser apenas rodeados de carrinhos e futebol, não podem brincar de boneca ou de casinha pois “essas brincadeiras ferem sua masculinidade.”

Já as meninas são ensinadas desde muito pequenas a exercerem as funções ditas maternais, como: brincar de boneca, casinha e comidinha. Assim, mesmo sem perceber, delegamos todos os cuidados dos pequenos para as mamães, mas onde fica o papai? Qual é a parte que lhe cabe nessa missão?

O papel do papai não é menos importante que o da mamãe, e eles podem variar muito, de acordo com a cultura ou a configuração de cada família. Além dos diferentes papéis que o pai pode exercer, existem também diferentes tipos de pai. Tem o pai mais sério, o mais brincalhão, o companheiro de aventuras, aquele super protetor, o desligado… E tem aquele que é um pouquinho de todos.

A figura paterna estabelece limites e ajuda os pequenos a ter noção de certo e errado, além de possibilitar à criança a entrada no contato social de forma mais segura e proporcionar o equilíbrio que a criança precisa. Além de ser o primeiro ‘outro’ na vida da criança, a primeira pessoa que introduz uma relação além da materna.

A participação ativa dos papais na criação, fortalece o filho para a vida individual e social, além de promover segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional. Por isso, é fundamental que você separe um tempo para brincar, ler, estudar e conversar com seus filhos. Mostrar o mundo masculino é importante para o equilíbrio dos pequenos. Você, papai, é exemplo a ser seguido e é referência quanto à integridade, ética e valores.

Assim, é necessário que você não esteja apenas fisicamente presente, mas que contribua para a educação e a formação dos seus filhos, e participe do desenvolvimento deles. Quando uma criança se sente rejeitada pelo pai, ou não se sente que é desejada como um filho, pode ficar frustrada, insegura e ansiosa. Já quando o filho se sente querido, a sensação de bem-estar é muito maior e isso é essencial para o desenvolvimento emocional.

Papais, nunca se esqueçam que vocês têm um papel fundamental na vida dos pequenos, vocês são a referência deles de amor, cuidado, ética e de homem. E não se esqueçam que não se nasce pai, torna-se pai. Criar e cuidar de uma criança são tarefas árduas que exigem esforço, tempo, dedicação, paciência… Permita-se aprender como exercer essa maravilhosa função com seus pequenos, apesar de não parecer, eles sabem exatamente do que precisam.

Um Feliz – Todos os – Dia (s) do Pais!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Ansiedade na adolescência

A ansiedade é um transtorno que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos e os jovens não estão imunes a esse problema que tanto atinge a saúde e a qualidade de vida das pessoas. São vários os motivos que podem levar o adolescente a desenvolver o transtorno de ansiedade, como a convivência familiar, pressão escolar e a aceitação em grupos sociais. Para que os pais fiquem atentos, segue alguns dos sintomas apresentados pelos jovens do dia a dia:

Preocupação excessiva
O adolescente costuma ficar muito incomodado com o que as outras pessoas podem estar achando dele. Isso leva a uma autocobrança muito intensa. O jovem passa a acreditar que não é bom o suficiente em vários aspectos e isso acaba levando a baixa autoestima e um afastamento natural do círculo de amigos e até mesmo dos familiares.

Receio das interações sociais
Esse sintoma é um dos mais recorrentes em casos de ansiedade na adolescência. Isso porque nesta fase da vida a opinião dos outros, principalmente de outros jovens da mesma faixa etária, acaba sendo muito importante para o adolescente. Quando há um transtorno de ansiedade, as interações sociais acabam se tornando um verdadeiro martírio.

Inquietação emocional
Situações comuns como ir para o curso sozinho ou visitar um amigo acabam se tornando angustiantes para o adolescente. Essa sensação deixa o jovem mais irritado e compromete a sua concentração.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU foi inaugurada em Porto Alegre. Venha conhecer!
📍 Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

Ser mãe

mãe

Primeiramente, Feliz dia das mães! (Um pouco atrasado, mas acredito que esse dia se realiza 365 dias por ano)
Em virtude da comemoração pelo dia das mães escrevi um texto para vocês, mães, pessoas tão importantes no desenvolvimento dos pequenos. A maternidade é um mundo único, onde não há receita de bolo, repleto de incertezas e dúvidas, mas que, para algumas mulheres é algo muito desejado, sonhado, esperado… Há mães que abrem mão de muitos outros sonhos em virtude dos filhos, há outras que conciliam vários papéis junto a maternidade…
Existem vários tipos de mães desde a mais permissiva até a mais autoritária. O mais importante é a mãe estar bem estruturada psicologicamente para poder contribuir ao saudável desenvolvimento psicológico de seus filhos.
A mãe desejável é a mãe cuidadora, atenta e presente às necessidades do filho, que protege e ajuda o filho no seu desenvolvimento.
A mãe ideal não existe, existe a “mãe possível”, cada uma na sua individualidade. A mãe não precisa ser perfeita, precisa ser equilibrada para cuidar, proteger, ajudar, educar, consolar, apoiar, dar amor e prover às necessidades e ao mesmo tempo dar espaço ao crescimento saudável e a independência do filho.
Ser uma mãe atenta e dedicada significa também poder conviver harmoniosamente com o fato de também ser mulher e cuidar de si, para que possa investir na felicidade de seu filho e na sua.
Ser mãe é uma experiência única, possibilita muito crescimento e aprendizado e, junto com os desafios que a maternidade traz, surgem novos caminhos, novas possibilidades, surge um novo olhar para o mundo.
Quando se corta o cordão umbilical e a mãe recebe o filho nos braços pela primeira vez, é o coração que acolhe e aconchega, ela se compromete a fazer o que for preciso para o faze-lo feliz e transformá-lo em uma pessoa realizada, promete amar, proteger, cuidar, em silêncio a mãe toca todas as partes do corpo do seu filho como se tivesse procurando o manual de instrução. Descobre, logo em seguida, que filho não vem com manual e que em nenhum livro ensina ser mãe, cada filho é único e traz consigo suas necessidades individualizadas, não existe uma receita para ser a melhor mãe, cada mulher constrói a sua maneira e essa descoberta se estende pela vida toda.
Contudo ser mãe também representa solidão, pois é um momento único, onde ela se sente totalmente perdida com o filho nos braços, aquele ser tão pequeno, tão dependente.
Com um turbilhão de emoções à flor da pele, tudo ao redor continua como antes e só a mulher que se transformou. Por vezes isso representa solidão. Diante do seu novo olhar para o mundo não são poucas as vezes em que ela é incompreendida. Para piorar, muitas vezes a mãe também não entende o que está acontecendo com ela, sente vontade de correr, de gritar, se sente insegura, sente medo de tudo, de fracassar, de não ser a melhor, medo do desconhecido. Uma mistura desses sentimentos e uma onda de energia que provoca em seu interior a necessidade de buscar se realizar como mãe.
Ser mãe é ter o coração batendo fora do peito, ser mãe é não ter tempo para tomar um banho demorado, para comer, para dormir, é chorar e sorrir, é se desconstruir, é descobrir felicidades nas pequenas coisas, é esquecer de si mesma por desejar e vibrar com cada conquista do filho e nessa busca, descobre que mãe perfeita não existe, nem o certo ou errado. O que existe é uma criança que carece de cuidado, amor e limite e que a própria criança dá pistas de como lidar com ela. Ser mãe é ensinar pelo saber, pelo exemplo e pelo amor incondicional, que nada espera em troca. Amor este que até descobrir a gravidez não fazia ideia que existisse.
E pra você, o que é ser mãe?

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com