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Odontopediatra

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Continuando a falar sobre o primeiro ano de vida e na tentativa de abordar todos os tópicos relativos à saúde bucal do bebê seria impossível deixar de fora este assunto tão polêmico. O uso da chupeta é discutido por pediatras, odontopediatras, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, sendo defendido por uns e abolido por outros.
Na nossa opinião, como quase tudo na vida (!), temos um lado positivo e um negativo. Ainda mais que, dependendo da maneira que for utilizada, pode ser benéfica ou trazer prejuízos. Ou seja, a mesma chupeta que pode deixar os dentes e/ou a mordida torta, pode atrapalhar na fala e na amamentação, pode também acalmar e dar segurança ao bebê.
Neste sentido, optamos por listar itens na tentativa de abordar de forma mais dinâmica e completa este assunto:

A Baby Girl's Hand and a teething ringSabemos que a função da chupeta além de promover o ato da sucção é de acalmar e tranquilizar o bebê. Então é fundamental atentar para o tempo de uso diário. Frequentemente vemos crianças que criaram o hábito de usar a chupeta em todos os momentos do dia. Essas crianças podem apresentar mais dificuldade para deixar de usá-la, mas os pais devem ter paciência e firmeza nos acordos que serão criados para ter sucesso nesse processo.

Baby Holding Blanket --- Image by © Ken Seet/Corbis

No universo do bebê existe um objeto que é tão amado e, ao mesmo tempo, tão criticado por algumas pessoas e profissionais: a chupeta. Vemos algumas críticas a pais por oferecê-la ao seu filho ou por demorar em cortar-lhe o uso. Entretanto, como fonoaudióloga, tenho a opinião que não podemos ser radicais. O uso racional da chupeta não traz prejuízos à criança, muito pelo contrário. Em outros países a chupeta é chamada de “pacificador” e nisto nós concordamos: ela acalma mesmo o bebê; consequentemente a mãe também se acalma ao sentir que seu filho consegue se organizar – emocionalmente falando, realizando a prazerosa função de sugar e de se satisfazer mesmo na ausência da mãe.

O uso da chupeta é uma memória repleta de afeto e segurança que tenho da minha infância. E também lembro muito bem do dia em que coloquei a minha fora. Foi um marco para mim! Não foi fácil, mas também não foi traumático não. Foi importante porque eu já conseguia, dentro de mim, ter a companhia que a chupeta proporcionou durante os primeiros anos da minha vida.

Seguindo nossas dicas de Odontopediatria ainda nos primeiros aninhos de vida, um assunto bastante interessante trata-se do Trauma Dental nesta fase do desenvolvimento da criança.

A ocorrência de batidas, fraturas, deslocamentos envolvendo os dentes de leite é muito mais comum até os 3 anos de idade quando a coordenação motora da criança ainda está em desenvolvimento. O início dos primeiros passos, ainda desequilibrados, muitas vezes resulta em quedas onde a cabeça e a face são acometidas primeiramente, sem que haja o prévio apoio das mãos e dos braços.