Medo Noturno

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?

Hoje vou falar sobre essa emoção, que as vezes é difícil de lidar, principalmente quando acontece no momento do sono. O medo pode levar a dificuldade para iniciar o sono ou, até mesmo, prejudicar uma boa noite de sono dos pequenos. Crianças com medos noturnos, geralmente têm dificuldade em dormir sozinhas, ao despertar a noite solicitam atenção dos pais e muitas vezes ficam acordadas sozinhas durante a noite.

Os tipos de medos noturnos variam de acordo com a idade, crianças de quatro a seis anos, por exemplo, apresentam medos do escuro, de ficarem sozinhas, de monstros e situações imaginárias. Os medos de crianças de 7 a 11 anos estão associados a perigos reais, como ladrões e violência. Em diferentes idades o medo de perder os pais também é presente.

Se o seu filho acorda durante a noite assustado, chorando, muitas vezes demandando sua presença, isso não necessariamente é um medo noturno, pode ser que ela tenha tido um pesadelo. Crianças muito pequenas têm dificuldade para dizer o que aconteceu, por isso as vezes é difícil para os pais identificar quando é um e quando é outro. Vamos diferenciar então o que é pesadelo e o que é medo noturno.

O pesadelo acontece na fase REM do sono, é uma fase menos profunda do sono, é aqui que os sonhos e pesadelos acontecem. Os pesadelos são muito comuns, estudos apontam que 80% do conteúdo do sono, de alguma forma provoca sensações ruins, conhecidas como pesadelos. Quando isso acontece com crianças pequenas, de 3 e 4 anos, há uma dificuldade para diferenciar o que é ilusão e o que é realidade, tendo dificuldades para relaxar e voltar a dormir. Em casos de pesadelos, vocês pais, podem acalmar e consolar a criança; explicar que o que ela sonhou não é de verdade; deixar com a criança algum objeto que ela goste e desenvolver uma rotina relaxante, um ritual do sono, para que ela possa dormir mais facilmente.

Já o medo noturno acontece na fase “não-REM”, uma fase mais profunda do sono. Embora pode causar espanto nos pais, é algo natural e que pode acontecer com algumas crianças. De acordo com o seu crescimento, esses episódios tendem a ficar cada vez mais raros, até desaparecer por completo.

No medo noturno, a criança pode manifestar sinais de pânico, conversar, gritar, chorar, se debater, sentar na cama, abrir os olhos, mas ainda assim ela continua dormindo, não nota a presença dos pais e depois nem se lembra do que aconteceu. Nesses casos, vocês pais, podem tocar a criança, acalmando-a e esperar o momento passar; não é necessário acordá-la.

Medos noturnos são comuns durante o desenvolvimento infantil, quando aparecem de forma tranquila e transitória podem ser superados pela maioria das crianças. Porém, para algumas crianças, o momento de ir para a cama representa uma grande dificuldade, associada ao medo noturno severo e pode atrapalhar o desenvolvimento do sono da criança. Nesses casos, é necessário buscar uma ajuda especializada.

Espero que tenha gostado do texto de setembro!

Um abraço e até o próximo!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com



Como ajudar seu filho a superar a timidez?

É normal que algumas crianças se sintam desconfortáveis em situações novas ou que as coloquem como centro das atenções. A timidez ,em muitos casos, é apenas mais uma característica da personalidade de uma pessoa. Ou seja, ela só é um problema quando é excessiva e prejudica o desenvolvimento ou a capacidade de estabelecer relações sociais.

Se seu filho tem muita dificuldade em fazer amigos ou medo de tirar dúvidas em sala de aula, isso pode impedir que ele consiga brincar ou falar com outras crianças, interferir na capacidade de aprendizado e até causar sofrimento. Mas você pode ajudá-lo. Seguem aqui algumas dicas para ajudar seu filho a superar a timidez:

• Ajude a criança a conhecer seus sentimentos e falar sobre eles no dia a dia

• Incentive a criança a falar sobre suas experiências na escola e em outros ambientes sociais, demostrando interesse

• Elogie sempre que seu filho conseguir ir a algum lugar novo e interagir com outras crianças. Não critique se ele ficar com medo.

• Converse sobre as situações que podem deixá-lo mais tímido e pensem juntos em formas de enfrentar a situação.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU, a loja física da BBDU que foi inaugurada em Porto Alegre. Venha conhecer!
📍 Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

Dislexia: sintomas e tratamento

A dislexia é um transtorno de origem neurobiológica caracterizada pela dificuldade de leitura e escrita. De acordo com a International Dyslexia Association (IDA), essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. A dislexia está presente entre 5% e 17% da população mundial.

Sintomas da dislexia na primeira Infância

•             Dispersão

•             Falta de atenção

•             Atraso da fala e linguagem

•             Dificuldade em aprender rimas e canções

•             Atraso na coordenação motora

Sintomas na idade escolar

•             Dificuldade na aquisição e automatização da leitura e escrita

•             Desatenção

•             Dispersão

•             Dificuldade em copiar de livros e lousa

•             Desorganização geral (dificuldade em manusear mapas, dicionários)

•             Dificuldade em ler em voz alta e compreender aquilo que foi lido

•             Baixa auto estima.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico e tratamento é sempre feito por uma equipe multidisciplinar, que envolve profissionais de:

•             Neurologia

•             Neuropsicologia

•             Fonoaudiologia

•             Psicopedagogia.

O tratamento visa a superação das dificuldades apresentadas, estimulando o desenvolvimento das habilidades necessárias para um aprendizado efetivo, bem como orientação da família e escola.

Psicoterapia

É importante procurar a psicoterapia quando a criança apresenta consequências emocionais devido ao transtorno, como baixa auto estima, desmotivação para os estudos ou resistência a ir à escola.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU, a loja física da BBDU em Porto Alegre. Venha conhecer!  Endereço: Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

Papel de Pai

Olá Papai e Mamãe, tudo bem?

Esse mês comemoramos o Dia dos Pais, então esse texto é especial para os papais e todos aqueles que exercem essa função na vida dos pequenos.

Acredito que vocês já ouviram ou até já usaram essa expressão: “Papel de Pai”, mas o que será que ela realmente quer dizer?

Geralmente essa a expressão, ”Papel de Pai”, está relacionada a uma obrigação ou a alguma cobrança. Mas como cobrar algo de alguém que muitas vezes não foi ensinado ou preparado para viver tal situação?! Culturalmente, não ensinamos os meninos a cuidar do outro. Já conversamos aqui outras vezes que é através da brincadeira que a criança entende e percebe o mundo, e o mundo dos meninos costumam ser apenas rodeados de carrinhos e futebol, não podem brincar de boneca ou de casinha pois “essas brincadeiras ferem sua masculinidade.”

Já as meninas são ensinadas desde muito pequenas a exercerem as funções ditas maternais, como: brincar de boneca, casinha e comidinha. Assim, mesmo sem perceber, delegamos todos os cuidados dos pequenos para as mamães, mas onde fica o papai? Qual é a parte que lhe cabe nessa missão?

O papel do papai não é menos importante que o da mamãe, e eles podem variar muito, de acordo com a cultura ou a configuração de cada família. Além dos diferentes papéis que o pai pode exercer, existem também diferentes tipos de pai. Tem o pai mais sério, o mais brincalhão, o companheiro de aventuras, aquele super protetor, o desligado… E tem aquele que é um pouquinho de todos.

A figura paterna estabelece limites e ajuda os pequenos a ter noção de certo e errado, além de possibilitar à criança a entrada no contato social de forma mais segura e proporcionar o equilíbrio que a criança precisa. Além de ser o primeiro ‘outro’ na vida da criança, a primeira pessoa que introduz uma relação além da materna.

A participação ativa dos papais na criação, fortalece o filho para a vida individual e social, além de promover segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional. Por isso, é fundamental que você separe um tempo para brincar, ler, estudar e conversar com seus filhos. Mostrar o mundo masculino é importante para o equilíbrio dos pequenos. Você, papai, é exemplo a ser seguido e é referência quanto à integridade, ética e valores.

Assim, é necessário que você não esteja apenas fisicamente presente, mas que contribua para a educação e a formação dos seus filhos, e participe do desenvolvimento deles. Quando uma criança se sente rejeitada pelo pai, ou não se sente que é desejada como um filho, pode ficar frustrada, insegura e ansiosa. Já quando o filho se sente querido, a sensação de bem-estar é muito maior e isso é essencial para o desenvolvimento emocional.

Papais, nunca se esqueçam que vocês têm um papel fundamental na vida dos pequenos, vocês são a referência deles de amor, cuidado, ética e de homem. E não se esqueçam que não se nasce pai, torna-se pai. Criar e cuidar de uma criança são tarefas árduas que exigem esforço, tempo, dedicação, paciência… Permita-se aprender como exercer essa maravilhosa função com seus pequenos, apesar de não parecer, eles sabem exatamente do que precisam.

Um Feliz – Todos os – Dia (s) do Pais!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Ansiedade na adolescência

A ansiedade é um transtorno que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos e os jovens não estão imunes a esse problema que tanto atinge a saúde e a qualidade de vida das pessoas. São vários os motivos que podem levar o adolescente a desenvolver o transtorno de ansiedade, como a convivência familiar, pressão escolar e a aceitação em grupos sociais. Para que os pais fiquem atentos, segue alguns dos sintomas apresentados pelos jovens do dia a dia:

Preocupação excessiva
O adolescente costuma ficar muito incomodado com o que as outras pessoas podem estar achando dele. Isso leva a uma autocobrança muito intensa. O jovem passa a acreditar que não é bom o suficiente em vários aspectos e isso acaba levando a baixa autoestima e um afastamento natural do círculo de amigos e até mesmo dos familiares.

Receio das interações sociais
Esse sintoma é um dos mais recorrentes em casos de ansiedade na adolescência. Isso porque nesta fase da vida a opinião dos outros, principalmente de outros jovens da mesma faixa etária, acaba sendo muito importante para o adolescente. Quando há um transtorno de ansiedade, as interações sociais acabam se tornando um verdadeiro martírio.

Inquietação emocional
Situações comuns como ir para o curso sozinho ou visitar um amigo acabam se tornando angustiantes para o adolescente. Essa sensação deixa o jovem mais irritado e compromete a sua concentração.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

A Lu é sócia da Casa BBDU foi inaugurada em Porto Alegre. Venha conhecer!
📍 Av. Cristóvão Colombo 100 sala 301

O Brincar como linguagem da criança

Quando se pensa no universo infantil, brincar é coisa séria. É por meio de jogos, fantasias e, sobretudo, da criatividade que as crianças se relacionam entre si e com o mundo. Além do caráter lúdico, essas atividades estimulam o divertimento e o aprendizado dos pequenos.


             A criança e o brincar são contextos indissociáveis, o brincar é tão essencial à criança quanto o trabalho é para os adultos. Não se pode pensar na ideia de ter uma criança sem dar-lhe tempo e propiciar-lhe momentos de ser e de se sentir criança. A criança que não brinca não aprende, não tem interesse, não tem entusiasmo, não demonstra sensibilidade e não desenvolve afetividade. Daí a necessidade de compreender o brincar como uma linguagem infantil, uma maneira que as crianças pequenas utilizam para falar não convencionalmente, mas para se expressar e demonstrar seus sentimentos, suas vontades, suas inquietudes.

Ao brincar, a criança expressa suas emoções, expõe suas habilidades e dificuldades, e mostra aos adultos suas conquistas; mostrando a apropriação de uma linguagem diferente, característica do desenvolvimento infantil. 
Ao brincar de carrinho, por exemplo, a criança assimila fatos que ela vê e observa na vida cotidiana; além de repetir o que vê o adulto fazendo, ela incorpora e repete na brincadeira. Se ela brinca com o carrinho de forma agressiva, batendo em objetos, fazendo o carrinho capotar, ela simplesmente está tentando se comunicar, repetindo com seus brinquedos cenas da vida doméstica e comportamentos dos adultos, utilizando-se desta linguagem para dizer que “foi isso que ela aprendeu”, daí a necessidade mediadora nas múltiplas ações do brincar e atenção ao exemplo. 

É brincando que a criança aprende, e observando que ela incorpora, é através de brincadeiras que a criança expande seu mundo e amplia seus conhecimentos.

As transformações sociais, políticas e econômicas que têm ocorrido em nossa sociedade e as mudanças tecnológicas contribuem para a diminuição dos espaços públicos de lazer, além disso a crescente insegurança impede o brincar nas calçadas, praças e parques. Hoje, a televisão, o computador e os jogos eletrônicos estão cada vez mais presentes no cotidiano de grande parte das crianças. Ou seja, as mudanças na sociedade transformaram significativamente a maneira de brincar.

A brincadeira é uma rica fonte de estímulos ao desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança e também contribui para o seu processo de socialização e auto expressão. O brincar, além de ser um facilitador do desenvolvimento infantil, é a forma que a criança possui para se comunicar com o mundo, expressar seus sentimentos, conviver com as diferentes emoções, conhecer seu próprio corpo.

Por meio da brincadeira, as crianças ampliam seus conhecimentos sobre si mesmas e sobre o mundo que as cerca. Nesses momentos lúdicos, elas criam situações imaginárias que surgem a partir dos conhecimentos de mundo que já possuem, antecipam vivências, imitam os adultos.

A ideia, difundida popularmente, de que o ato de brincar é um simples passatempo, sem funções mais importantes que a de entreter a criança em atividades divertidas, não leva em consideração que a brincadeira é capaz de oferecer às crianças uma ampla estrutura básica para mudanças das necessidades e tomada de consciência, como: ações no campo imaginativo, formação de planos da vida real, e oportunidade de interação com o outro, que, sem dúvida, contribuirão para o desenvolvimento da criança.

É brincando que as crianças se desenvolvem de forma completa, integrando seus corpos, gestos, movimentos, suas linguagens (verbais e não verbais), suas atitudes e comportamentos, suas emoções, sua cognição, sua sociabilidade, seus valores e suas criatividades.

Portanto, oferecer oportunidades de as crianças terem contato com a natureza, com espaços variados, com diversos materiais e repertórios lúdicos, ou de construírem seus próprios brinquedos, é uma forma de contribuir para sua saúde e integridade mental, física e emocional: são processos, vivências e aprendizados permanentes.

E o mais importante, além de incentivar o brincar, brinque com seu filho. Tire um tempo do seu dia e se dedique a isso, fará total diferença no desenvolvimento dele e na relação de vocês. Aproveite esse mês de férias e façam atividades diferentes, piqueniques no parque, andar de bicicleta, criar brinquedos, inventar brincadeiras… A presença dos pais na brincadeira dos pequenos é muito significativa.

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Os benefícios da rotina

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Hoje vamos falar sobre um assunto que vocês devem adotar desde que o filho de vocês nasça, mas se isso não aconteceu, tudo bem. Ela pode ser implementada em qualquer fase da vida, porém quanto mais cedo, melhor. Escolher e estabelecer uma rotina é importante e necessário para o desenvolvimento da independência e autonomia infantil.
A rotina colabora para que a criança cresça confiante e independente. Saber o que vai acontecer durante o dia e a repetição destes acontecimentos cria um ambiente saudável, fazendo com que os pequenos se sintam confortáveis e seguros.
Para os pequenos, é muito importante saber o que vai acontecer durante seu dia, isso proporciona uma sensação de segurança e faz com que eles se sintam menos ansiosos. Com o passar do tempo, devido a rotina, pode ser que eles comecem a desenvolver algumas manias, como dormir com o mesmo bichinho de pelúcia ou comer no mesmo prato. Essa é a maneira que eles têm de se sentirem no controle, num mundo que ainda é estranho para eles.
É importante ressaltar que a rotina não é para ser algo engessado e limitante, mas sim para dar um norte para a criança e facilitar a sua vida. Além disso, a rotina auxilia na construção de uma relação familiar mais harmônica e saudável.
Você, papai e mamãe, pode se beneficiar muito com a rotina dos pequenos, já que, por eles se sentirem seguros, tendem a aceitar melhor os momentos de despedida. Por exemplo, quando você sai para trabalhar ou quando dá a hora de voltar do parquinho, eles aceitam com mais facilidade, pois sabem que vão voltar. Assim, desde cedo os pequenos vão assimilando os horários e regras do dia a dia. Quando maiores, tornam-se crianças e adolescentes com maior senso de responsabilidade e organização, conseguindo estabelecer horários de estudos e obrigações, como ajudar a família nas atividades da casa.
Além disso, ter horários estabelecidos para as refeições, sonecas, banho e brincadeiras, faz com que a família toda possa se organizar melhor e tenha mais tempo para aproveitar os momentos juntos.
É preciso também saber a hora de ser flexível para que a rotina não se torne algo imposto e negativo. Por exemplo, nos finais de semana é liberado dormir umas horinhas a mais ou almoçar mais tarde. O importante é estabelecer horários e criar hábitos saudáveis que tornem o ambiente mais organizado e confortável para todos.
Mas, como criar uma rotina? É fundamental levar em consideração as singularidades dos pequenos, ao planejar o cotidiano deles. Algumas crianças conseguem sair da aula e ir direto para um curso de inglês ou natação, por exemplo, já outras precisam de intervalos entre suas atividades.
Deixarei aqui algumas sugestões que podem ajudar:
• Estabeleça horários: é importante que os pequenos tenham horários para acordar, realizar as atividades, brincar e dormir. Seguir os horários faz com que a criança se acostume e estabeleça uma rotina. Você pode montar um quadro de horários, com desenhos, bem lúdico, mostrando como será a ordem do seu dia, isso trará mais segurança a ele;
• Prepare para a escola com antecedência: procure deixar a lancheira e mochila sempre prontas no dia anterior. Essa arrumação deve ser feita com a criança, é importante que ela participe do processo;
• Mantenha os espaços organizados: ter um ambiente organizado auxiliará os pequenos. Para isso é importante que eles saibam que depois de brincar devem guardar seus brinquedos, roupas usadas devem ser colocadas no cesto; desde muito cedo eles podem e devem auxiliar nas tarefas domésticas, afinal eles fazem parte da casa.
• Planeje a semana inteira: monte com o seu pequeno uma agenda semanal que ela possa visualizar onde vai estar e o que vai fazer. Faça desse momento uma brincadeira: utilize papelão, canetinhas coloridas, e outros materiais e monte, junto com ela, um painel com os horários das principais atividades do dia e da semana.
Lembre-se que não é só o pequeno que deve seguir um cronograma: você também precisa se organizar para que seja mais fácil cumprir a rotina da criança. Assim, você dará o exemplo de que organização e rotina é importante para todos.
Agora, o mais importante, não se desespere se a programação não sair conforme o combinado. Imprevistos acontecem e, nesse momento, é essencial ter flexibilidade para que o dia corra bem mesmo fora do planejamento. Ter alguns horários livres entre as atividades programadas pode trazer mais tranquilidade para você e seus pequenos no caso de atrasos ou cancelamentos.
Espero que tenha gostado do texto desse mês e que ele lhe ajude a organizar a rotina na sua casa, com seu pequeno.
Um abraço e até a próxima!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Ser mãe

mãe

Primeiramente, Feliz dia das mães! (Um pouco atrasado, mas acredito que esse dia se realiza 365 dias por ano)
Em virtude da comemoração pelo dia das mães escrevi um texto para vocês, mães, pessoas tão importantes no desenvolvimento dos pequenos. A maternidade é um mundo único, onde não há receita de bolo, repleto de incertezas e dúvidas, mas que, para algumas mulheres é algo muito desejado, sonhado, esperado… Há mães que abrem mão de muitos outros sonhos em virtude dos filhos, há outras que conciliam vários papéis junto a maternidade…
Existem vários tipos de mães desde a mais permissiva até a mais autoritária. O mais importante é a mãe estar bem estruturada psicologicamente para poder contribuir ao saudável desenvolvimento psicológico de seus filhos.
A mãe desejável é a mãe cuidadora, atenta e presente às necessidades do filho, que protege e ajuda o filho no seu desenvolvimento.
A mãe ideal não existe, existe a “mãe possível”, cada uma na sua individualidade. A mãe não precisa ser perfeita, precisa ser equilibrada para cuidar, proteger, ajudar, educar, consolar, apoiar, dar amor e prover às necessidades e ao mesmo tempo dar espaço ao crescimento saudável e a independência do filho.
Ser uma mãe atenta e dedicada significa também poder conviver harmoniosamente com o fato de também ser mulher e cuidar de si, para que possa investir na felicidade de seu filho e na sua.
Ser mãe é uma experiência única, possibilita muito crescimento e aprendizado e, junto com os desafios que a maternidade traz, surgem novos caminhos, novas possibilidades, surge um novo olhar para o mundo.
Quando se corta o cordão umbilical e a mãe recebe o filho nos braços pela primeira vez, é o coração que acolhe e aconchega, ela se compromete a fazer o que for preciso para o faze-lo feliz e transformá-lo em uma pessoa realizada, promete amar, proteger, cuidar, em silêncio a mãe toca todas as partes do corpo do seu filho como se tivesse procurando o manual de instrução. Descobre, logo em seguida, que filho não vem com manual e que em nenhum livro ensina ser mãe, cada filho é único e traz consigo suas necessidades individualizadas, não existe uma receita para ser a melhor mãe, cada mulher constrói a sua maneira e essa descoberta se estende pela vida toda.
Contudo ser mãe também representa solidão, pois é um momento único, onde ela se sente totalmente perdida com o filho nos braços, aquele ser tão pequeno, tão dependente.
Com um turbilhão de emoções à flor da pele, tudo ao redor continua como antes e só a mulher que se transformou. Por vezes isso representa solidão. Diante do seu novo olhar para o mundo não são poucas as vezes em que ela é incompreendida. Para piorar, muitas vezes a mãe também não entende o que está acontecendo com ela, sente vontade de correr, de gritar, se sente insegura, sente medo de tudo, de fracassar, de não ser a melhor, medo do desconhecido. Uma mistura desses sentimentos e uma onda de energia que provoca em seu interior a necessidade de buscar se realizar como mãe.
Ser mãe é ter o coração batendo fora do peito, ser mãe é não ter tempo para tomar um banho demorado, para comer, para dormir, é chorar e sorrir, é se desconstruir, é descobrir felicidades nas pequenas coisas, é esquecer de si mesma por desejar e vibrar com cada conquista do filho e nessa busca, descobre que mãe perfeita não existe, nem o certo ou errado. O que existe é uma criança que carece de cuidado, amor e limite e que a própria criança dá pistas de como lidar com ela. Ser mãe é ensinar pelo saber, pelo exemplo e pelo amor incondicional, que nada espera em troca. Amor este que até descobrir a gravidez não fazia ideia que existisse.
E pra você, o que é ser mãe?

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Autoestima Infantil

autoestima-infantil

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Hoje vamos conversar sobre um tema muito importante, que deve ser trabalhado com a criança desde muito pequena.
Muitas vezes recebo crianças no consultório com queixa de timidez e quando vou averiguar mais profundamente, com entrevistas com pais, observação da criança em sua forma de brincar e fazer atividades ludoterapêuticas, percebo que aquela timidez muitas vezes é insegurança e baixa autoestima.
Vocês, como pais, são a primeira referência dos pequenos e têm um papel fundamental no processo de construção e potencialização da autoconfiança e da autoestima dos seus filhos.
São esses primeiros vínculos que irão ser a base da formação da personalidade desse futuro adolescente e adulto. Através do modo de falar, dos gestos e das atitudes, vocês auxiliam de forma importante e essencial a construção da autoestima da criança.
Primeiramente, vale reforçar que confiança do pequeno, desde cedo, fortalece sua segurança, capacidade de realização e a efetiva habilidade de lidar, de maneira assertiva com os desafios da vida adulta.
A capacidade de valorizar a si mesmo é um processo que deve começar a ser construído desde muito cedo — e ao longo da vida.
A autoestima também pode ser definida como um sentimento de capacidade, combinado com sentimentos de sentir-se amado. Uma criança que fica feliz com uma conquista, mas não se sente amada pode, eventualmente, experimentar baixa autoestima. Da mesma forma, uma criança que se sente amada, mas está insegura sobre as suas próprias capacidades, pode também conduzi-la a uma baixa autoestima. A autoestima saudável de uma criança desenvolve-se quando o equilíbrio é atingido.
Aprender a caminhar depois de dezenas de tentativas frustradas ensina um bebê a ter uma atitude de “consigo fazer”. O conceito de persistência para alcançar o sucesso começa cedo. As crianças tentam, falham, tentam de novo, falham de novo, e então finalmente obtêm sucesso, desenvolvendo uma ideia segura acerca das suas próprias capacidades. Ao mesmo tempo, vão criando um autoconceito baseado em interações com as outras pessoas.
É por isso que o envolvimento de vocês, papai e mamãe, é fundamental para ajudar as crianças a construírem autopercepções saudáveis. Assim, deixarei aqui algumas formas de auxiliar o processo da autoestima com os pequenos:
• Cuidado com as críticas, elas podem reforçar sentimentos de incapacidade e inferioridade na criança;
• Estabeleça uma comunicação de forma mais positiva. Suas palavras são extremamente importantes, escolha as que estimulam e valorizam a segurança do seu filho. Um bom exemplo, é substituir expressões como “você nunca aprende”, por “sei o quanto você é capaz, acredito em você”;
• Evite os rótulos. Aquilo que você fala para o seu filho torna-se verdade para ele. Então, se você diz que ele é “bagunceiro”, “desobediente”, “terrível”, é assim que ele vai ser, agora, se você se refere a essas atitudes focando no seu comportamento a chance da criança mudar de atitude é maior;
• Enalteça as competências da criança e não suas dificuldades. Demonstre compreensão e apoio quando a criança estiver diante de algum desafio.
Por fim, demonstre sempre amor pelo seu pequeno. É dessa forma que ele sentirá segurança e confiança para enfrentar os desafios que virão.
Espero que tenha gostado do texto desse mês.
Deixe para mim nos comentários, dúvidas e sugestões de temas para os próximos textos.
Um abraço e até mês que vem!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com

Brincando com as emoções

emocionario

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?
Esse título é o nome da Oficina das Emoções, que eu faço periodicamente aqui em Belo Horizonte, cidade onde eu moro. Esse projeto é o meu xodó! Nesse momento consigo unir duas temáticas muito importantes para o desenvolvimento infantil, e é sobre isso que vamos conversar hoje.
O brincar é um meio natural da criança se expressar e também mostrar seus sentimentos e fantasias, é uma das atividades mais importantes no desenvolvimento da criança. Crianças que brincam demonstram ter saúde emocional e, ao brincarem, desenvolvem a capacidade de criatividade, para controlar impulsos, de expressão de desejos ou de seus medos. Isso ocorre tanto no nível consciente como inconsciente, de acordo com cada faixa etária.
As crianças estão sempre brincando, é através da brincadeira que elas se comunicam. A atividade lúdica está presente enquanto comem, enquanto realizam atividades de higiene e o quanto relutam em parar de brincar para realizar estas atividades ou até mesmo para dormir. Eu acredito que muitos de vocês ao dar papinha para seus pequenos já fizeram o famoso “aviãozinho”; ou quando as crianças estão na fase do desfralde, já deram tchau para o cocô, e até mesmo já se depararam com a situação de querer “tirar a bateria dos pequenos” ao final do dia. O mundo lúdico é o elo entre a realidade interna da criança e a realidade externa, compartilhada com outras pessoas.
Alegria, raiva, medo, tristeza e nojo. Todas essas emoções fazem parte da nossa vida, algumas se sobressaem mais do que outras, algumas são mais fáceis de identificar, outras menos, mas o fato é que identificar o que sentimos nos ajuda a lidar melhor com determinadas situações. Você já parou para pensar no por que seu filho às vezes chora desconsolado? Por que ri? Por que rejeita determinados alimentos? As emoções estão trabalhando em todas essas situações, e é importante que os pequenos aprendam a utilizá-las.
Todas as emoções são importantes e exercem um papel fundamental na vida das crianças, as principais são: medo, nojo, raiva, tristeza e alegria. O medo faz com que a criança tenha desafios e lute para superá-los, mas também pode lhe bloquear e até mesmo conduzir ao pânico, é o máximo nível de alerta do nosso corpo, portanto, é importante ensinar as crianças a utilizar o medo para crescer; o nojo ajuda a escolher, a aprender a dizer não, ajuda a criança a formar sua personalidade; a raiva é a menos preparada das emoções, quando se deixa levar não existe raciocínio, mas isso será necessário, de certa forma a raiva é uma arma de defesa, e é justamente nesse momento que a raiva gera um mecanismo para pensar em como se defender diante de tudo o que lhe provoca chateação.
Já a tristeza com frequência nos faz refletir e aprofundar nos nossos sentimentos, sem a tristeza não poderia existir a alegria, mas tenha cuidado: essa emoção também pode levar a criança a perder a esperança e levá-la à depressão, após um momento de tristeza é importante que a alegria volte a aparecer; a alegria é o motor que move a vida da criança, ela não está presente em tempo integral pois necessita das outras emoções para continuar seu caminho.
Agora que você já sabe como as emoções e o brincar são importantes para o desenvolvimento dos pequenos ajude-os a identifica-las e lidar melhor com elas, através de recursos lúdicos. Aqui, no próprio site da BBDU, você encontra muitas possibilidades para trabalhar as emoções com as crianças. Sente-se com seu filho, fale com ele. Tente explicar-lhe o que está sentindo. Está chateado? Sentiu raiva? Por quê? Faça com que ele responda a todas essas perguntas e, sobretudo, faça com que entenda que nenhuma dessas emoções são ruins. Todas, absolutamente todas, são necessárias.
A criança tem uma capacidade de compreensão muito mais aguçada do que se pode imaginar e, em sua linguagem, devemos estar prontos para o diálogo. Uma criança emocionalmente bem desenvolvida torna-se um adulto mais capaz de enfrentar e solucionar suas dificuldades. Tenha sempre em mente que as crianças têm muito o que ensinar!

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU

amandafoliveira1@gmail.com