20 PASSOS PARA O BOM DIVÓRCIO – PASSO 17: OS NAMORADOS QUE CHEGAM

Um acontecimento comum, já inserido nos momentos de melhora e reconstrução, é o surgimento de namorada/namorado dos pais. Ás vezes, na hora certa, quando as dores estão curadas e a família já esta reconstruída a ponto de ter um espaço tranquilo para esta chegada. Ás vezes, de forma precoce, ainda quando vivem um luto podendo desencadear dores, raiva e retrocesso nos acordos pactuados. O que sabemos é que isso vai acontecer e é normal que aconteça. É um marco divisório entre o que era passado e o que é presente.

Como em tudo, o bom senso é um ótimo sinalizador para análise da hora certa. Do quanto nossos filhos estão prontos e preparados, porque a perda numa separação é deles também.

Trabalhando com a ideia de idealizações, o indicado é que esta figura entre gradualmente na vida de todos. E também quando se tem alguma certeza de que ela representa algo sólido que justifique esta aproximação com os filhos. O processo de conquista é muito importante e nem sempre é fácil. Vai ter ciúme, vai ter a sensação de ameaça, de medinho de perder para aquele ser estranho até que as posições fiquem determinadas.

Assim como a entrada gradual, a certeza de que a namorada ou o namorado não estão ali para roubar lugar de ninguém, e sim para acrescentar, pode trazer a sensação de que as coisas estão se ajeitando internamente. Cada um tem o seu papel, e juntos poderão formar, sim, uma nova família. Pai e mãe são insubstituíveis e não correm risco algum. Estas figuras servirão para fazer com que os pais estejam mais felizes e podem, muitas vezes, servir de outros modelos para a criação dos nossos filhos.

Tudo está intimamente ligado a quanto saberemos fazer escolhas saudáveis. Incluir alguém novo sem preparo, atropelar o processo de aceitação, abandonar os filhos com a desculpa de que está cuidando da sua tão esperada felicidade, trocar de namorados como a troca de estações, não. Mas aí cada um tem a dor e a loucura de ser o que é, não é mesmo? E não vai ser a nova namorada ou o novo namorado que trarão este “novo” comportamento de pai ou mãe. Muitas verdades se mostrarão aqui. Pai que não era muito pai e que dá uma sumida para curtir a vida, que não pega em final de semana que é seu, na verdade, está apenas sendo o pai que sempre foi. Mãe que deixa os filhos num feriado com a empregada, sem avisar ao pai, e vai viajar com namorado “escondida”, está provavelmente mantendo o seu mesmo padrão de mãe que sempre existiu. Eles serão apenas desculpas para um comportamento já conhecido.

Sentir um incômodo e certo ciúme é muito normal também. Até porque os filhos voltam excitadíssimos com a novidade! E como é a namorada do papai? Vai ter a fase dos elogios e vai parecer que do lado de lá tudo é o máximo. E tomara que seja. Às vezes é um empurrão para que sigamos em frente também. Mil vezes um ex feliz do que um ex enchendo nosso saco. Mil vezes o entregar as crianças querendo um tempo para si, para namorar um pouco, do que alimentar a dor de que eles foram para o lugar perfeito, para um casal “perfeito”, e eu aqui.

Porque, depois de um divórcio, sabemos que não existe perfeição nenhuma. Vale lembrar e fazer uso do conhecimento que temos do ex e de tudo que não deu certo e não servia mais para a gente. Namorados podem ir e vir. E se ficarem, os filhos terão os pais para garantirem que estarão sendo bem cuidados também por eles. E se dói muito, além da conta, a busca de cura deve ser internamente trabalhada. Um novo amor cura, sim, antigas feridas. Mas um amor próprio em dia, faz milagres.

                                                                                               By, Manual da separação

                   

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