20 PASSOS PARA O BOM DIVÓRCIO – PASSO 14: EFEITOS DE UMA SEPARAÇÃO NOS FILHOS

By Manual da Separação

Os efeitos decorrentes deste processo são peculiares de cada criança, de cada família. Alguns são comuns como medo e ansiedade perante um futuro incerto que estarão vivenciando. O processo de separação pode potencializar, intensificar reações nos filhos nas diferentes fases de seu desenvolvimento. Sem, necessariamente, ser a causa exclusiva delas. 

Certos comportamentos podem ser originados pela separação, mas também podem ser típicos da fase de desenvolvimento. Saber diferenciar uma situação da outra pode ajudar muito, principalmente quando abordamos a culpa. Cuidar com o que vem de um ou outro fato gerador colabora com o tanto que poderemos ajudar e quanto poderemos não nos responsabilizar. Faz uma tremenda diferença. 

Pais, imersos nas suas dores e sentimentos, cometem certa confusão ao observarem uma reação característica da faixa etária do seu filho como um reflexo direto da separação. Mordidas, xixi na cama, enfrentamentos, comportamento mais silencioso no adolescente podem ser facilmente interpretados como reações provenientes de uma separação quando, na verdade (e simplesmente), são características da idade vivida. Tranquiliza pensar que os mesmos comportamentos ocorreriam se estes mesmos filhos estivessem inseridos dentro de uma família que não viesse a passar por um processo de separação. 

A dor advinda de uma separação é imensurável, variando de ser para ser, o que dificulta quantificar o sentido por cada um e seu alcance interno. Para algumas crianças, principalmente em divórcios mal direcionados, é sentida na mesma intensidade de uma morte. O quanto os filhos são envolvidos no processo, na isenção de culpa e na preservação dos mesmos, influencia nesta quantificação. 

Hoje, nos deparamos com estudos que comprovam que os efeitos mais danosos de uma separação vem do período pré divórcio, da vivência extrema do conflito, das dores e enfrentamento dos pais. Muitas vezes, o próprio divórcio vem como uma solução para encerrar tempos difíceis, desmistificando a idéia de que, pelo filhos é melhor manter um casamento disfuncional.  

O ponto estrutural sempre estará na educação que damos, na formação em que investimos e acreditamos como pais. Através dela eles terão estrutura para todo e qualquer tipo de enfrentamento real, seja uma perda, uma morte, uma separação, seja uma fase mais turbulenta. Coisa que, inevitavelmente, a vida trará.  

Os pais devem estar sempre atentos aos sinais apresentados, ofertar sem limite muita 

compreensão, muito colo e carinho. Ainda, crianças respondem rápido a tratamentos psicológicos, que muitas vezes, se necessários, são um investimento providencial para o momento. Um empurrão para que a aceitação e ajustes internos venham a ocorrer de forma salutar.  

No fim das contas, os filhos só precisam de pais comprometidos com o bem estar delas e para isso, não precisam estarem juntos podem, mesmo que separados, se empenhar neste fim comum. 

(No vídeo da semana abordaremos os reflexos de uma separação específicos por faixa etária!) 

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