A alienação parental é um comportamento de abuso emocional, que vitimiza as crianças envolvidas, que o alienador, normalmente aquele que detém a guarda dos filhos, pratica em relação ao outro genitor (pai ou mãe). Pode se dar de diversas maneiras e já temos, felizmente, Lei própria que define a prática danosa dessa atitude perversa e traz punições. Este comportamento aparece em separações traumáticas, que envolvem raiva e dor desmedida. Crianças ficam no meio de uma guerra travada entre os pais, tem o comprometimento da sua saúde psíquica e herdam danos preocupantes quando um dos pais, mesmo sem saber o que está fazendo, pratica alienação parental. Ela pode ser exercida contra o pai, mãe ou até mesmo em relação a outros familiares, como os avós.

Desta forma, a alienação parental se traduz em programar uma criança para repudiar, sem motivo, o pai ou a mãe até que a própria criança ingresse na trajetória de desconstrução deste genitor. O reflexo destas atitudes nos filhos é chamado de Síndrome de Alienação Parental, manifestando-se como um transtorno pelo qual um genitor (pai ou mãe) transforma a consciência dos seus filhos, mediante várias estratégias, com o objetivo de impedir, ocultar e destruir os vínculos existentes com o outro, que surge principalmente no contexto da disputa da guarda das crianças, através de uma campanha de difamação contra um dos pais, sem justificativa.

Formas de alienação parental:

– Realizar campanha de desqualificação do outro.

– Dificultar o exercício da autoridade parental.

– Dificultar contato da criança ou adolescente com genitor.

– Dificultar o exercício da convivência familiar

– Omitir informações pessoais e relevantes sobre a criança ou a adolescente.

– Apresentar falsa denúncia contra genitor.

– Mudar domicílio para local distante, sem justificativa.

Caso uma destas hipóteses esteja ocorrendo dentro da sua família, é importante buscar ajuda para as crianças, informar seu advogado para que medidas de proteção sejam imediatamente tomadas. Ou se, ao lerem estas hipóteses, perceberem em si a prática de alguma delas, mesmo que inconsciente, fazendo uso dos filhos para alcançar este fim, através da raiva, é aconselhado buscar imediatamente uma ajuda pessoal. Nunca é tarde para recomeçarmos os passos, melhorarmos a comunicação entre o ex-casal e, mais do que tudo, preservarmos os filhos de tudo isso.

By, Manual da Separação

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