20 PASSOS PARA O BOM DIVÓRCIO – PASSO 12: EX É PARA SEMPRE

By Manual da Separação

A afirmativa, embora óbvia, nem sempre nos chega numa clara compreensão quando estamos inseridos num contexto de dor.

 O ex é para sempre, sim. Com ele dividiremos os filhos até o fim. Teremos aniversários, formaturas, eventos especiais da vida deles e possivelmente, seremos avós dos mesmos netos. Portanto, esta obviedade deve ser constantemente lembrada ao manusearmos o fim desta relação.

Sabendo que alguns conflitos poderão ocorrer e que deles surgirão alguns enfrentamentos, é necessário o uso de um filtro adulto para que se proteja minimamente esta relação parental. É o respirar antes de responder prontamente a algum insulto.
É escolher as palavras certas para que elas não produzam ofensas irremediáveis. É adotar uma postura não violenta mesmo que a vontade nos leve ao contrário. Não necessariamente pelo outro. Este talvez nem perceba, num primeiro momento, este louvável esforço. É pelos nossos filhos que tentamos fazer o nosso melhor. O uso deste filtro é uma forma de cuidado com esta relação que se dá de forma continuada: ela permanecerá ao longo do tempo e jamais se encerrará.

Outra forma de cuidado é acionarmos dentro da gente um momento de afeto, alguma lembrança boa que envolva o outro. Mesmo que tenha que se voltar lá trás, todos temos alguma. Principalmente, no histórico da vida dos nossos filhos. É este afeto lembrado que vai nos sinalizar a todo o momento que estamos lidando com o pai/mãe do nosso filho. Alguém que, mesmo inserido num momento de crise, conflito, até mesmo de raiva, tem um espaço determinante na vida dos nossos filhos.

Os conflitos familiares quando se arrastam, muitas vezes até em vias judiciais, ou anos depois em questões de repetição que não se encerram, são resultado de um fim mal administrado e alimentado de mágoas. Muitas vezes, uma das partes não consegue finalizar, se alimenta de ódio e discórdia e tem como objetivo dificultar a vida do outro/a em tudo que puder. Normalmente são pessoas que se fixam nas perdas reais, não se abrem para novas possibilidades e sacrificam os próprios filhos em nome de uma dor que é somente delas. O comportamento conflituoso mantém o vínculo. Priorizar os filhos (sempre) ajuda a romper o vínculo conjugal, abre portas internas para uma nova vida e protege esta relação para tudo que estiver ligado ao futuro.

Assim, munidas desta preservação de papéis poderemos até tirar fotos com o outro e o filho na formatura dele. Sorrir de uma lembrança conjunta, lembrar que aquele netinho parece com um ou outro, negociar questões futuras com mais legitimidade em dividir ou pedir qualquer coisa.
E quem ganha com isso? Todos. Os filhos, pela sensação de poder contar com ambos os pais num ambiente mais harmônico, e os ex, marido e esposa, companheiros, que poderão usufruir de uma sensação de liberdade ao perdoar (e se perdoar) e seguir a vida da melhor forma possível.

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