Ultimamente os pais estão cada vez mais apressados e exigentes; querem que os filhos andem logo, falem logo, seja o primeiro da turma, aprenda a falar inglês aos três anos, aprenda a tocar algum instrumento musical aos cinco, faça natação, balé, judô, futebol, enfim inúmeras atividades. Alguns querem que o filho tenha a oportunidade de fazer atividades que eles não tiveram, outros pensando no futuro do filho, otimizam seu tempo para fazer o máximo de atividades possível.

Frente a isso, gostaria de compartilhar com você uma realidade que me deparo no consultório: cada vez mais estão chegando para mim crianças ansiosas e estressadas, nervosas, agitadas. Alguns pais me dizem que não entendem o porquê desse sintoma, já que normalmente eles aparecem em adultos; há alguns anos atrás não se falava em “criança estressada” e “criança ansiosa”, mas hoje esses termos estão cada vez mais frequentes.

Primeiro é importante entender o contexto que essa criança está inserida; como é a sua rotina e como é a rotina dos seus pais, isso diz muito sobre o comportamento e sintomas que os pequenos apresentam e desenvolvem. Costumo dizer que filhos são espelhos dos pais e não há nada melhor para educar do que os exemplos, suas ações.

É necessário respeitar a fase e idade da criança, muitas vezes o excesso de atividades causa uma sobrecarga e um desgaste físico e emocional nos pequenos, algo que eles não conseguem lidar, pois não tem capacidade simbólica para isso, então surge a ansiedade, a criança fica mais nervosa, mais agitada, o seu corpo começa a responder. Lembre-se que tudo aquilo que não é expressado em palavras, torna-se doença, são as chamadas “doenças psicossomáticas”.

Papai e mamãe, fiquem atentos aos sinais que os pequenos dão e procurem um ponto de equilíbrio entre as atividades que eles exercem, buscando priorizar as suas necessidades. Procurem planejar essas atividades conciliando o lado do aprendizado, que é importante, mas ao mesmo tempo, reservar um tempo para que os pequenos aproveitem sua infância, sem tantos compromissos. E lembrem-se sempre que a linguagem da criança é o brincar! Brincar com seu filho é o maior bem que você pode fazer a ele.

Amanda Ferraz – Psicóloga parceira BBDU
amandafoliveira1@gmail.com

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