Autonomia e Aprendizagem: uma realidade possível

Hoje temos texto da Ana Paula Sena e Terezinha Dutra Lima, será a primeira vez que eles escrevem para nosso blog, espero que vocês gostem.

A Ana Paula é Psicopedagoga – Especialista em Neurociências Aplicadas à Aprendizagem e a Terezinha é Psicóloga – Especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial – Especialista em Psicodiagnóstico Infantil.

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O que é autonomia?
É um conceito que se relaciona a uma ideia de independência, liberdade ou autossuficiência. Em filosofia autonomia é compreendida como algo que determina a liberdade do indivíduo gerir livremente sua vida, efetuando racionalmente as suas escolhas.
Piaget postula que o desenvolvimento da autonomia necessita de uma atmosfera não autoritária, opressora ou intelectualmente moral.
O grande desafio situa-se em compreendermos como ela se constitui nas relações sociais, cabendo uma indagação dos elementos presentes no universo escolar e dos modelos que o aluno necessitaria para ao mesmo tempo atingir um grau de independência sem deixar de ser crítico.
A família deve ocupar lugar privilegiado nesse sentido, estimulando e valorizando o desenvolvimento de personalidades autônomas onde a ética possa ser exercida e estendida a outros setores da sociedade.
A relação que a criança estabelece com o adulto o influenciará de diferentes maneiras, independente do seu papel social, pois tanto pais quanto educadores ao adotarem uma conduta super protetora criam vínculos de dependência dificultando a tomada de decisão dos mesmos. No ambiente escolar os educadores são convocados a buscar estratégias que possibilitem essa construção. Mas como fazer a integração escola/família para uma aprendizagem autônoma? Até que ponto a escola e a família se encontram nesse diálogo?
Pensar em educação é refletir o desenvolvimento humano em constituição, relações afetivas, ambiente familiar, modos de vida e de pensar. O indivíduo/aluno traz consigo toda uma bagagem bio-psico-sócio-cultural para a escola, onde muita das vezes passa a maior parte do tempo.
O acompanhamento diário dos pais, revisando cadernos, agendas, estudando com seus filhos e dialogando nas reuniões ou através de recado aos professores, valoriza a aprendizagem, estimula a responsabilidade do aluno de ser autor do seu próprio aprendizado, fortalecendo o vínculo entre escola/família e entre professor/aluno.
Equilibrar harmonicamente a dinâmica escolar dentro deste caldo cultural é assumir a necessidade da estreita e indispensável parceria com a família, integrando diálogos internos, habilidades acadêmicas e individualidades com acordos de cooperação mútua, onde cada um no seu papel, não se exima de sua responsabilidade no processo ensino aprendizagem tendo em vista o desenvolvimento pleno do aluno.

Referências
ALVES. Rubens. A alegria de ensinar – São Paulo, 1994.
PIAGET, Jean. O julgamento moral na criança – São Paulo, 1977.

Profª Ana Paula Sena
Pedagoga/Psicopedagoga Clínica e Institucional
Especialista em Neurociências Aplicada à Aprendizagem
Especialista em Educação Especial Inclusiva
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0535610942086713
E-mail: anapaulasennapucca@yahoo.com.br
Cel./whatsapp 99424-3893

Terezinha Dutra Machado Lima
Psicóloga Clínica CRP/05-39711
Especialista em Saúde Mental e Atenção Psicossocial
Especialista em Psicodiagnóstico
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2784576505879476
Cel./whatsapp 998418-3814

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