3 dicas para lidar com a ansiedade

Tá chegando? Vai demorar? Tá na hora? Enquanto cresce, a criança experimenta situações novas o tempo inteiro. Isso é mais do que suficiente para ela criar muita expectativa, às vezes até demais. Como ajudar a criança a lidar com a ansiedade?

Veja 3 dicas que podem ajudar seu filho a lidar com a ansiedade:

1. Brincar de relaxar
Quando a ansiedade parece estar demais, o relaxamento pode ser o melhor caminho. Portanto, ensinar a criança um técnica simples de respiração ajuda bastante a lidar com a ansiedade. Peça para ela respirar fundo por alguns instantes, pensando em coisas boas ou em algum lugar que traga tranquilidade (pode ser a praia, um passeio, etc). Essa técnica ajuda a reverter sensações desconfortáveis e a acalmar a mente.

2. Treinamentos
Se a criança tem medo de elevador, não precisa pegar escada com ela. Segurar a mão dela e manter tranquilamente o trajeto até o andar certo pode funcionar. Assim, fica a mensagem: se sentir ansioso é normal, mas não é preciso evitar algo por conta disso. Sem confrontar, sem evitar, e respeitando o tempo de cada criança, reduz-se as chances da ansiedade ir além do normal e causar alguma fobia.

3. Conversa
A melhor maneira de ajudar o seu filho é reconhecer o que está acontecendo. Falar sobre seus sintomas e sobre situações que os causam pode ser um bom começo. Da mesma forma, explicar a importância e a função da ansiedade também ajuda. Outro jeito de abrir espaço para esse diálogo é falar sobre suas próprias preocupações e como você foi capaz de superá-las. Acima de tudo, é sempre importante escutar o que seu filho tem a dizer.

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5 dicas para estimular a leitura

Estudos comprovam que a ler ajuda a desenvolver o cérebro, ter melhor desempenho acadêmico e até mesmo a criar uma sociedade mais igualitária. Estimular crianças a tomar gosto pelos livros é uma missão importante de pais e educadores.

Separamos 5 dicas para estimular a leitura em casa:

1. Seja exemplo: Como a leitura é um ato cultural, é importante que os adultos desenvolvam esse hábito para que a criança também aprenda a desenvolver.

2. Desligue a televisão: A TV desligada também gera um espaço vazio físico e psíquico para a leitura.

3. Crie um momento de leitura: Use momentos em família para atualizar a leitura. Você com seus livros, as crianças com os delas e conversem sobre o tema.

4. Ofereça diferentes tipos de texto: Pode gerar certa insegurança, não há problema em deixar que crianças leiam conteúdo destinado a diferentes faixas etárias. São tipos de texto que podem gerar muito conhecimento para a criança. Certamente cabe o bom senso, não é para oferecer um livro de física quântica avançada nem nada improprio para menores.

5. Respeite o gosto do leitor: Na hora de oferecer novos títulos, é importante conhecer a criança. Observe-a, investigue seus interesses. Acertar na hora de indicar um livro pode garantir que o pequeno se apaixone pela leitura.

Conheça os livros infantis indicados por idade:
De 1 a 2 anos
De 3 a 4 anos
De 5 a 6 anos
De 7 a 8 anos
De 9 a 10 anos
Acima de 11 anos

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Como ajudar seu filho a manter o foco nos estudos:

Saiba de que forma você pode ajudar seus filhos a melhorar a concentração nos estudos e até mesmo em outras situações. Confira! 

Uma das características mais marcantes da Geração Z é sua habilidade inata de trabalhar em “modo multitarefa”: se os pais permitirem, eles não hesitam em tentar fazer o dever de casa ao mesmo tempo em que assistem à televisão, conversam com os amigos pelo smartphone e jogam algum game no computador. 

Ainda assim, tem hora em que é preciso parar para dedicar toda a atenção a um só afazer. Essa talvez seja uma capacidade que os pais têm de ensinar a esses filhos tão conectados e, simultaneamente, com tantas dificuldades em focar. 

Organize o ambiente de estudos: Se até para os adultos é difícil manter-se focados em um lugar cheio de estímulos — das notificações no celular à bagunça e outras distrações —, para as crianças, os obstáculos podem ser ainda maiores. Afinal, elas não têm a mesma consciência da importância de seus afazeres. 

Para ajudar seu filho, então, defina junto a ele um local específico para estudar: pode ser sua escrivaninha, uma mesa no escritório, um cantinho no quarto ou na sala, ou outro espaço confortável em que ele se concentre, desligando-se do mundo exterior. 

É importante também que esse espaço esteja sempre arrumado e livre de distrações, pelo menos durante o horário dedicado ao estudo. 

Ensine-o a conciliar trabalho, descanso e lazer: Aprender a focar em uma única tarefa é extremamente importante para o desenvolvimento do seu filho. No entanto, não se esqueça de que ninguém consegue manter o mesmo nível de atenção durante muito tempo, por isso as pausas também são essenciais! 

Ensine seu filho a observar o próprio ritmo para que ele perceba em que momento precisa de um intervalo. Quando ficar difícil manter o foco, parar por 5 minutos para dar uma volta com o cachorro, assistir a um vídeo ou fazer um lanche pode ajudá-lo a render muito mais. 

Além disso, o autoconhecimento, bem como outras habilidades socioemocionais, também contribuem para que a criança aprenda a lidar com prazos, obrigações e o estresse da vida escolar sem que seu desempenho nos estudos seja prejudicado. 

Dinamize os métodos de estudo: Da mesma forma que uma pausa revigorante faz parte de como melhorar a concentração, variar o método usado também pode ajudar a trazer novo fôlego para qualquer atividade. 

Assim, permita que seu filho estude tanto pelos livros e deveres de casa quanto pelo computador, assistindo a videoaulas, jogando games educativos e até discutindo com os colegas e amigos. Essa dinamização contribuirá para que ele ganhe autonomia nos estudos e ainda enriqueça seu aprendizado. 

Estimule a prática de atividades físicas e os cuidados com o sono: Uma das causas mais comuns da falta de atenção entre jovens e adultos é o mal-estar físico causado tanto pelo sedentarismo quanto pela deficiência de sono. 

Felizmente, a solução é simples: praticar esportes ajuda a gastar a energia que nos impede de focar e ainda contribui para que tenhamos noites melhores, eliminando o risco de cochilar em cima dos livros ao mesmo tempo em que aumenta nossa qualidade de vida. O hábito de exercitar-se e dormir bem é extremamente positivo para jovens e adultos! 

Confira abaixo alguns instrumentos que a BBDU criou para auxiliar você nesta organização dos estudos e foco das crianças nas tarefas: 

Para organizar: 

– Reloginho tá na hora de que? 

– Bloco de priorização de tarefas 

– Organizador pessoal magnético: Clips de priorização 

– Planner agendinhaPlanner agenda semanal 

– Quadro de atividades e Rotinas, meu mural de atividades 

Para acalmar e focar: 

– Pote da Calma 

– A Vela e a Flor 

Dicas da Odontopediatra: Chupeta – Oferecer ou não ao bebê?

Continuando a falar sobre o primeiro ano de vida e na tentativa de abordar todos os tópicos relativos à saúde bucal do bebê seria impossível deixar de fora este assunto tão polêmico. O uso da chupeta é discutido por pediatras, odontopediatras, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, sendo defendido por uns e abolido por outros.
Na nossa opinião, como quase tudo na vida (!), temos um lado positivo e um negativo. Ainda mais que, dependendo da maneira que for utilizada, pode ser benéfica ou trazer prejuízos. Ou seja, a mesma chupeta que pode deixar os dentes e/ou a mordida torta, pode atrapalhar na fala e na amamentação, pode também acalmar e dar segurança ao bebê.
Neste sentido, optamos por listar itens na tentativa de abordar de forma mais dinâmica e completa este assunto:

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Tecnologia, vilã ou aliada?

Sabemos que sem controle e cuidado, ela pode ser uma grande vilã nas mãos dos pequenos, mas na situação atual ela poderá ser uma grande aliada para as famílias em afastamento social, principalmente as crianças.

Somos seres sociais, precisamos uns dos outros e a sensação de não podermos estar juntos e nem nos vermos é um dos grandes causadores de ansiedade. Para as crianças então que estão “presas” dentro de casa sem gastar tanta energia, isso pode ser ainda mais difícil. Então, neste período, pode ser uma boa ideia liberar mais do que se liberava antes o uso de jogos online, whatsapp e vídeo conferências, claro tudo seguindo as mesmas regras de supervisão, tão faladas e tão importantes, mas permitindo que as crianças tenham contato com seus colegas.

Outra alternativa, é o uso do telefone, faça ligações para os colegas, uma por dia que seja, para que eles possam manter uma interação com os amigos. Se você tem vizinhos, a janela também pode ser uma alternativa. Mas não esqueça de colocar em sua rotina um espaço para interações sociais, pois o contato social está proibido, as interações não.

Vamos usar a criatividade e todos os recursos que temos a nosso dispor para fazer deste tempo de afastamento social o melhor que ele pode ser.
E lembre-se sempre, tudo passa, isso também vai passar.

Texto: Juliana Martins | Psicóloga | Criadora da BBDU

Como organizar a rotina com as crianças em casa em tempos de COVID-19?

Com o cancelamento das aulas, as crianças estão em casa. Muitas famílias contavam com o apoio dos avós em períodos sem aulas, mas essa convivência deve ser evitada. Muitas pessoas que contavam com o apoio de domésticas e babás, também precisaram liberá-las.
Mistura isso tudo e soma-se o fato de que muitos pais e mães precisam trabalhar em Home Office. O que fazer? Como gerenciar todos estes aspectos e ainda administrar a ansiedade que está nas alturas?
Não temos todas as respostas, mas acreditamos que estabelecer uma rotina pode ajudar muito nesta hora, por isso criamos um Planner em PDF para você se organizar melhor nestes dias e preparamos algumas dicas de atividades e sugestões de como organizar os dias.
Antes de tudo, saiba que você não é responsável por entreter a criança 100% do tempo, se até hoje seu filho sempre demandou muito de você para tudo, aproveite o momento para ensiná-lo a brincar um pouco sozinho e estimular a autonomia. Se seu filho sempre brincava sozinho porque você nunca tinha tempo, aproveite este tempo para criarem momentos para vocês.


O que é importante estar presente na rotina da criança:

  • Tempo para a criança gastar energia (exercícios físicos, circuitos em casa, esteira ou subir e descer escada (para quem tem).
  • Tempo de estudo, intercalado com outras atividades
  • Tempo para a criança falar com outras crianças e com a família – para isso use e abuse da tecnologia
  • Tempo para criança ajudar nas tarefas domésticas conforme sua idade.
  • Tempo para criança brincar sozinha
  • Tempo para família brincar junta, aqui uma boa ideia pode ser ter um tempo com o pai, um tempo com a mãe e tempo para todos.
Solicite no Whatsapp da BBDU (51 99143-3568) o modelo do planner para você preencher com sua rotina.

Algumas sugestões de materiais que as empresas estão disponibilizando para este momento:
Faber Castel: Acesso gratuito a todos os cursos de sua plataforma online.
https://cursos.faber-castell.com.br/combos/combo-numero-emcasacomfabercastell?utm_source=instabio&utm_campaign=faberemcasa&utm_content=link


Romero Brito: Livro para colorir – é só fazer download ou solicitar o PDF no nosso whats e sair colorindo. Depois é só compartilhar sua arte com as marcações @RomeroBritto e usar #HappyArtBritto!


Opções de Contação de Histórias:
Algumas contadoras as de histórias estão fazendo lives no Instagram, aqui vão algumas que encontramos:

  • @Fafaconta
  • @carollevy
  • @marinabastoshistorias
  • @camila.genaro

Outras dicas:
Não fique vendo os canais de notícias na frente das crianças, isso não vai ajudar ninguém, separe 1 hora para se informar e depois veja outras coisas, outros assuntos.
Que tal aproveitar o momento para aprender técnicas de meditação e Ioga? Em tempos como estes podem fazer bem para toda família, existem diversos professores disponibilizando cursos online.
Mantenha a casa sempre bem arejada e deixe o sol entrar! O sol é uma grande fonte de energia e motivação para todos nós.
E fique conectado com a BBDU, vamos postar conteúdo em nossas redes e disponibilizar materiais gratuitos para fazer que estes dias em casa sejam vividos de forma mais leve, divertida e feliz.
Conte conosco.

20 PASSOS PARA O BOM DIVÓRCIO – PASSO 10 NORMALIZANDO COMPORTAMENTOS

Uma certeza: o que está passando na sua vida (fatos e sentimentos) acontece com todo mundo no processo de separação. Não somos únicos. As dores são parecidas, os medos e incertezas também. Ouvir chantagens emocionais e frases impactantes: “nunca mais serás feliz”, serás culpado(a) por tudo que acontecer com eles”, “vais te arrepender de tudo isso”, faz parte. Ficar de buscar os filhos e não aparecer, não cumprir pequenas combinações, tudo isso é dificuldade e dor. Por isso, os relatos são muito semelhantes apesar de personagens distintos. Na dor, acabamos repetindo comportamentos. E sabe o que é bom ao sabermos disso? Sentir que não estamos sozinhos nesta crise e que não somos vítimas exclusivas do sistema.

A saída é usarmos do velho e conhecido filtro adulto: engolir respostas, conter a raiva e entender que é a dor do outro que está falando através destes comportamentos. Dificultar acordos, alimentar conflitos, fazer uso de chantagem emocional, uso dos filhos (mandar fotos com a intenção de causar dor: tem certeza que vais fazer isso com eles?). Culpar constantemente o outro por qualquer coisa que surgir. Febre? “Culpa tua que quis assim”. O uso do filtro nos recoloca no foco: proteger nossos filhos e ter neles a nossa razão.

Este é um período que o vínculo conjugal ainda é muito forte. Rompê-lo é necessário para conseguirmos avançar. Para sabermos diferenciar o que é dor de casal, dor da gente ou dor de filhos. Mais adiante, vínculo rompido, permaneceremos apenas com a parentalidade que, se bem conduzida, trará mais saúde para toda a família.

Portanto, alimentar o conflito não traz vencedores. Investir em dores prolongadas, em brigas judiciais é desnecessário, principalmente, para a saúde emocional dos nossos filhos. Fazer diferente é tentar proteger os envolvidos de uma dor mais severa. Isto é a maior prova de amor e de investimento na felicidade. Por que esta, mais cedo ou mais tarde, voltará a se manifestar.

Núcleo da Separação com filhos (saiba mais)

Tudo o que você precisa saber sobre Alienação Parental

A alienação parental ocorre quando uma das partes influencia o filho a tomar partido e a se colocar contra a outra parte. Aí, entra o papel do judiciário, que oferece meios de proteger os filhos, a partir de recursos legais, e, também o papel dos profissionais que podem ajudar pais e filhos neste momento, como o psicólogo.

Isso pode se dar de diferentes maneiras, como proibir que o pai/mãe veja a criança, fazer chantagens, manipular, influenciar a criança ou adolescente contra o pai/mãe, dificultar visitas, omitir informações sobre os filhos, apresentar falsas denúncias para dificultar a convivência, entre outras atitudes que prejudicam ou impedem a relação do filho com um dos genitores.

Como e a quem buscar ajuda em caso de alienação parental?

Se você está passando por uma situação semelhante e já tentou várias alternativas, mas nada resolveu o problema, talvez seja o momento de pensar em buscar ajuda judicial, uma vez que a prática da alienação parental é prejudicial à formação psicológica e afetiva de crianças e adolescentes.

Então, qual a melhor maneira de lidar com essa situação?

A realidade é que a separação envolve sofrimento, mudanças e muitos desafios. Por isso, é um momento de buscar manter a calma, procurar ajuda, se necessário, e, principalmente, apoiar e conversar muito com os pequenos, para que eles sofram o mínimo de impacto possível.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.

20 PASSOS PARA O BOM DIVÓRCIO – PASSO 9 IGNORANDO OPINIÕES ALHEIAS

A separação tem efeitos além de nós mesmos. Ela atinge em larga escala, provoca incômodos, medos e as vezes até inveja em quem gostaria de mudar sua vida e não consegue. E nesta “dor” que não é nossa, surgem várias versões da nossa própria história, por vezes até meios cruéis, inventadas ou idealizadas.

Vamos pensar juntos: estamos mais sensíveis, fragilizados, num momento entre passado (com lembranças que nos visitam e machucam) e presente instável, com medos e inseguranças de como será que tudo vais ser dali pra frente. Neste quadro, tudo que chega acaba nos tocando mais profundamente. Ao ouvirmos a preocupação de alguém com a nossa dor, nosso futuro (muitos relatos destes na figura dos nossos pais), que querendo ajudar e nos proteger, resistem ao novo, colocam as suas preocupações acima das nossas e acabam algumas vezes, aumentando nossa própria dor. Ou amigos que tocados por um fim próximo a eles, despertos num medo íntimo de “podia ser lá em casa”, resistem também com conselhos de todos os tipos. Também nos deparamos com resquícios de preconceitos frente a esta nova configuração familiar que foge dos padrões do “viveram felizes para sempre”. A grande questão, a nossa tábua de salvação para estes olhares, opiniões e invasões é lembrar que a história é só nossa. Somente quem viveu aquela relação, aquele fim de casamento pode realmente saber o que de verdadeiro se passou. Nós, protagonistas da nossa vida, nesse momento precisamos de colo, de frases que nos lembrem que não estamos sozinhos e que tudo que nos possibilita ser mais inteiros, mais felizes, está valendo.

Ignorar pessoas que alimentem o fundo do poço, se afastar de quem, por razoes próprias, não está conseguindo nos acompanhar, que não se dão conta que estamos inseridos num contexto amplo familiar, comprometidas com o nosso sistema, com filhos que sofrem consequências diretas do nosso sentir.

 Em contrapartida, uma feliz revelação: assim como nos decepcionamos com autores da nossa história de forma distorcida (porque tem gente que adora inventar, aumentar e botar lenha na fogueira), também ganhamos muito com a confirmação de anjinhos que temos por ai. Amigos que se mostram mais ainda e que chegam a virar parte da família. Amigos novos que surgem com um oferecer de mão, numa hora que afeto é tão bem vindo. Costumo brincar que algumas pessoas saem de cena para que outras, que nos acompanharão a partir dali, entrem com tudo em  nossas vidas. Pessoas que surgem para nos compor numa nova formatação.

E como devemos agir: assumindo verdadeiramente o que estamos sentindo.  “Eu não estou bem no momento; as coisas estão difíceis; tenho altos e baixos”. Porque saudavelmente é o que se espera num hora assim. Assumir a dor, vivenciar, falar, compartilhar, se recolher, quando preciso, faz parte do processo de cura. Ninguém sai de um casamento soltando fogos de artifício. Quem sai fora do tom, compromete uma chance de aproveitar deste ensinamento da vida e crescer com ele. Atropelando etapas, nem que seja para projetar em redes a sua “felicidade” meteórica, no mínimo, ignora a sua dor (que sempre existe, nem que seja pelo fim de um projeto), impede o crescer evolutivo a partir desta crise, acaba repetindo padrões e fazendo escolhas equivocadas que se materializarão na repetição de erros.

Respeitar a hora da dor também é se separar bem. E dar de ombros para o que os outros dizem, também.

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Dicas para adaptação em uma nova escola

Mudar de escola sempre é algo que pode acontecer. Para muitas crianças, essa mudança pode ser dolorosa e é preciso que os pais dêem uma “ajudinha” para facilitar a adaptação escolar.

Sendo assim, segue abaixo algumas dicas para ajudar seu filho com a adaptação na escola:

1.            Faça a mudança parecer gradual

Antes da mudança em si, já comece a conversar com seu filho sobre a nova escola. Façam juntos o futuro caminho até ela. Se a nova escola for em uma nova cidade, aprendam juntos sobre ela.

2. Atenção à rotina!

A rotina é uma das percepções mais importantes dos pequenos. Para crianças mais novas, é importante que ela seja o menos afetada possível.

A rotina proporciona conforto e segurança. Se um ambiente novo é introduzido em uma rotina já conhecida, o impacto percebido é bem menor.

Para crianças um pouco mais crescidas, o mais importante é envolvê-las em todos os processos, seja arrumar a mochila para a nova escola até separar o uniforme novo no dia anterior.

3. Transforme a “hora de dar tchau”

O momento crucial durante a adaptação a uma nova escola é a despedida em si. Mostrar confiança na nova escola, em seus educadores e na decisão de mudança é algo que a criança percebe.

Deixe bem claro que essa situação não é deixar algo para trás, mas a oportunidade de encontrar coisas pela frente: novos amigos, novas brincadeiras, novas aventuras.

Essas atitudes são fundamentais também no último dia da escola antiga: converse com todos para transformar o “Que pena que você está indo embora” por “Boa sorte nessa nova aventura!”.

4. Demonstre interesse

Se mostrar interessado pelo novo ambiente demonstra segurança à criança.

Faça perguntas variadas ao seu pequeno, principalmente referente ao tema que pareceu deixa-lo mais animado ao responder.

Outra coisa importante: preste bastante atenção às respostas evasivas ou quando a pergunta não tem resposta alguma. Aí podem estar os pontos problemáticos da experiência da criança na nova escola.

5. Não associe a escola a algo ruim

A experiência dos pequenos com a escola pode até ser boa, mas pequenas associações ao longo do tempo podem mudar esse time que já está ganhando.

Já ouviu algum pai/mãe usar aquela antiga ameaça diante de uma birra na saída da escola: “Se você continuar fazendo birra, vou te deixar aqui”. Percebeu que assim a escola vira um castigo?

Uma outra coisa que pode ter efeitos negativos é associar elementos ligados à experiência de ir à escola com castigos ou punições.

O mais importante, no entanto, é sempre proporcionar em casa um ambiente de segurança e acolhimento, em que a criança possa se expressar e que as mudanças internas decorrentes das mudanças externas possam ser apresentadas e, caso positivas, cultivadas ou, caso negativas, trabalhadas.

Luciana Tisser é psicóloga, especialista em Neuropsicologia e em Grupoterapia além de mestre e doutora em Ciências da Saúde – Neurociências e autora de diversos livros infantis e instrumentos de acesso nesta área.